22 de jul de 2013

Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James



AVISO AOS NAVEGANTES: Esse post PODE CONTER (provavelmente vai) CONTEÚDOS CLASSIFICADOS COMO ADULTOS e/ou spoilers.


Quando eu tinha 16 anos acho, era viciada na série C.S.I. – Investigação Criminal, que passava a noite na Record e que já reprisou todos os episódios, no mínimo, 4 vezes. O meu personagem favorito era (ainda é, na verdade) Gil Grisson, o supervisor da equipe de forenses. Os melhores episódios da série são com ele. Agora o meu favoritismo MASTER era quando aparecia uma personagem chamada Lady Heather. (O que diabos isso tem a ver com Cinquenta Tons? Acalmem-se babies. Logo entenderão.)

Lady Heather era uma dominatrix profissional, uma mulher que exerce o papel de "dominadora" em práticas de BDSM ("Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo"). Obviamente não tinha nada explícito na série, no máximo, lampejo das hipóteses que os forenses faziam quando os crimes envolviam esse tipo de comportamento. Confesso que fiquei bastante interessada, um pouco curiosa na verdade.

Tempos mais tarde (eu já estava com 17 anos acho, não me lembro mais), eu não tinha NADA para fazer em casa e peguei um livro que minha mãe tinha desses romances históricos encontrados em banca de revista (Julia, Bianca, etc). O nome do livro era “Inadequado, mas Irresistível, da Anne Gracie” e foi... Marcante. Gildeon era lindo, rico, elegante, charmoso, misterioso, travesso (está certo que Prudence não ajudava muito, mas elas não me interessavam... Não muito). Enfim, nessa época eu ainda era muito tímida, esses assuntos (excitação, sexo, orgasmo, etc.) nem passavam pela minha cabeça, eu me recusava a pensar neles na verdade, eu estava presa na vibe dos Contos de Fadas, sei lá. Esses livros descrevem esse tipo de cena detalhadamente, na época isso foi um choque. Ao mesmo tempo, eu gostei, não só gostei, eu adorei! No mesmo ano, ou no ano seguinte (memória fraca para datas e acontecimentos), eu passei minhas férias de janeiro com uma querida amiga, que começou a ler (e a gostar) desse tipo de tipo de literatura. Lá era assim: se você acordasse cedo, a praia era MUITO convidativa, nas horas de sol alto, praia nem pensar, dava pra sair lá pelas 4 para lanchonetes e talz, e a noite o agito começava. Traduzindo: NADA para fazer durante o dia. Bom, ela e eu resolvemos isso comprando quase todos os livros de banca que tinha naquela região (gastei quase toda a minha reserva na banca, compramos uns 15 de vez). Foi o meu ápice.

(E NÃO PENSE QUE ME ESQUECI DE GERRARD MINHA CARA).

Com a correria do pré-vestibular, acabei abandonando esse tipo de livro.

E eis que em 2011 é lançado Cinquenta Tons de Cinza. Foi moda, todos falavam sobre essa série. Como eu tenho um problema sério com modinhas vigentes, deixei a poeira baixar, comprei a coleção no final de 2012, e esperei até essas férias para lê-la (e ainda bem que eu fiz isso).

Anastasia Steele é uma virgem de 21 anos da Faculdade de Literatura que, após entrevistar Christian Grey para o jornal da faculdade, passa a ter um relacionamento com o magnata. A trama se desenrola em Seattle. Em meio ao luxo, Anastasia descobre, graças a Christian Grey, o mundo do sadomasoquismo, descrito através da "linguagem simples dos romances baratos e ao enfoque descaradamente água com açúcar da história de amor". Anastasia se torna escrava sexual de Grey, com ricos detalhes de bondage, sadismo e masoquismo.
Essa sinopse disse tudo! Eu fiquei muito surpresa (e muito feliz também), quando vi que a linguagem é a mesma dos meus queridos livros de banca, tem muitos pontos em comum na verdade: moçinha ingênua (geralmente virgem), rapaz LINDO DE MORRER, podre de rico (mesmo que viva na miséria), educado, elegante, o melhor partido que uma cidade poderia produzir. A diferença é que temos brinquedinhos, procedimentos detalhados e explicados e uma roupagem mais sofisticada para os padrões de uma editora.

Mas eu tenho que dar certo crédito à autora:

“... e eu somos bons amigos, mas eu sei que lá no fundo, ele gostaria de ser mais que isto. Ele é atraente e engraçado, mas não é para mim. Ele é mais como um irmão que eu nunca tive. (...) frequentemente me provoca dizendo que está faltando um namorado em minha vida, mas a verdade é que eu não conheci ninguém que... bem, me atraísse, embora uma parte de mim anseie pelos joelhos trêmulos, o coração saindo pela boca, o friozinho na barriga e noites sem dormir.

Às vezes me pergunto se existe algo de errado comigo. Talvez eu gaste muito tempo na companhia de meus heróis românticos literários, e consequentemente minhas ideais e expectativas são extremamente altos. Mas na verdade, ninguém nunca me fez sentir assim.”

Caramba! Como DIABOS essa mulher fez isso? (O.O) É justamente essa a resposta quando me perguntam por que eu não tenho o namorado, até as palavras são as mesmas.

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