16 de jul de 2013

O Código da Inteligência – Augusto Cury


Lançado em 2008 pela Editora Ediouro. Alcançou o topo da lista dos mais vendidos da Veja em TODO o ano de 2009.

O escritor, Augusto Cury, já vendou mais de 16 milhões de exemplares SOMENTE no Brasil, tendo sido publicados em mais de 60 países. Foi considerado pelo jornal Folha de São Paulo o autor brasileiro mais lido da década. Ele é pesquisador e estudioso do funcionamento da mente humana no processo de construção do pensamento e na formação de pensadores (coisa quase em extinção atualmente se querem saber minha opinião).

Foi a primeira vez que eu peguei algo dessa editora, e não sei se ela faz isso com todos os títulos, mas caraaamba, que diagramação mal feita. Volte e meia aparecem coisas sem sentido e quem repara nesses detalhes, tipo eu, não só se perde como fica com ânsia de jogar o livro no fogo!
"Alguns estudantes decifram determinados códigos da inteligência que os transformam em empreendedores, debatedores de ideias e construtores de conhecimentos.
Outros, embora tirem excelentes notas escolares, não os decifram, tornam-se tímidos e frágeis repetidores de ideias,"
Erros a parte, esse é um daqueles livros que não podem ser devorados. A melhor maneira de aproveitá-lo é digerindo aos poucos, lendo, relendo, analisando, ponderando. O potencial de aprendizagem é incrível, se você entender o objetivo de cada um dos códigos apresentados (que por sinal, não são difíceis), perceber as armadilhas a expomos nossa mente e avaliar os benefícios que podem ser gerados, muitas mudanças internas (e consequentemente, externas) podem ocorrer. Esses códigos são capazes de estimular as pessoas a libertar sua criatividade, expandir a arte de pensar, desenvolver saúde psíquica e excelência profissional. Pessoas que decifram plenamente alguns destes códigos saem do rol dos comuns e se destacam na vida social, profissional ou acadêmica.
"Somos tão criativos que quando não temos problemas, nós os inventamos."
Segundo o autor, a mente humana possui vários desses enigmas, e ele esclarece oito deles para o leitor: o Eu como gestor do intelecto, da resiliência, do carisma, do altruísmo, da autocrítica, do debate de ideias, da intuição criativa e do Eu como gestor da emoção. Interessantíssimos!

Em certo momento, Cury descreve a mente humana como uma megalópole: não adianta querer que tudo esteja funcionando 100% o tempo todo, se isso fosse possível, a vida seria sem graça e monótona. Mas se mesmo dentro de um caos urbano mantivermos uma parte dessa cidade limpa, arrumada e sem conteúdo desnecessário, quando passarmos por um lugar destruído, teremos condições de voltar ao lugar saudável, começar a arrumar a bagunça (ao menos até que ela fique suportável, habitável). Existe um jogo de gerenciamento de tempo que enquanto estamos construindo uma estrutura, outra é derrubada por um terremoto (às vezes a mesma estrutura cai duas ou três vezes na mesma fase), é quase a mesma lógica, não adianta você querer colocar tudo na capacidade máxima o tempo inteiro, uma hora alguma coisa vai cair, o “x” da questão está em saber lidar com esses destroços e o que você pode tirar deles.
"O silêncio é a oração dos sábios"
Não é um livro difícil de ser lido, pelo contrário, a linguagem é simples. A quantidade de informação que cada página possui é grande, você tem que parar um pouco, nem que seja para andar á toa pela casa, ainda assim vale à pena. Um bom investimento sem sombra de dúvida.

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