5 de ago de 2013

O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha – Miguel de Cervantes

Lindos não?


Do original El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, teve sua primeira edição publicada em 1605 em Madrid. Na obra, Cervantes satiriza as novelas de cavalaria e seus misticismos e códigos de conduta medieval, ideais ultrapassados pelas concepções renascentistas. A segunda parte foi publicada em 1615.

D. Quixote, pequeno fidalgo castelhano e leitor assíduo de romances de cavalaria de tão apaixonado, busca viver as histórias de suas leituras. Em seus devaneios, transforma moinhos de vento em gigantes, rebanhos em exércitos e cortesãs em donzelas. Ao mesmo tempo, ele revela grande sabedoria em seus momentos de lucidez.

Por que comprei os livros? Dois motivos:
  • Desde 2009, tenho me interessado mais pelos clássicos, os marcos que cada período literário, apogeu, destaques, estilos (e realidades) de diferentes países, etc.
  • Coleção Clássicos da Abril Coleções: 30 obras impressas com capa dura em tecido e páginas em papel nobre, vendidos originalmente a R$14,90 cada um. Coleciono desde 2010, ano de lançamento, atualmente a coleção é encontrada em sebos, ou em algumas livrarias se você der sorte. Se você for mais sortudo ainda é capaz de achar os exemplares a R$9,90 cada.
D. Quixote e a princesa Micomiconda Gravura de Gustave Doré
Confesso que me identifiquei um pouco com D. Quixote, se colocar nas histórias lidas, criar seu próprio mundo e ali se refugiar, eu faço muito isso, principalmente antes de dormir, é quase um pré-sonho (isso existe?). Também busco esse escape quando estou com muita raiva (personagens fictícios são ótimos sacos de pancadas). Aproximo-me igualmente de Sancho Pança, escudeiro de D. Quixote: pé no chão, realista, pessoa simples, que tenta trazer o sonhador de volta ao que está ao seu redor, é o sonho que acaba e voltamos à realidade que nos cerca.

A segunda parte, terminada em 27 de Junho, foi mais fácil de ler que a primeira, não só por já ter me acostumado com o estilo de escrita de Cervantes, mas também por contar histórias que não se limitam à D. Quixote, como o conto entre Camila, Anselmo e Lotário (gostei muito por sinal).

A entrada de novos personagens tornou a leitura mais dinâmica, diferente da primeira parte, que era mais arrastada. É uma leitura bem prazerosa, do tipo que te prende sem que bata aquela vontade de devorar páginas e mais páginas em uma tacada só, a minha dose certa foram 6 a 7 paginas por vez.

Considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola, eleito maio de 2002, como a melhor obra de ficção de todos os tempos. Particularmente, acho que essa é uma ótima aquisição, agrada a gostos diferentes e até a todos os bolsos (já achei edições que vão desde R$22,00 cada volume até edições de luxo de mais de R$120 o volume único).

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