30 de dez de 2014

Chaves: A História Oficial Ilustrada


Alguns dias após a morte de Roberto Bolaños recebi um e-mail avisando sobre a possibilidade de conseguir esta cortesia da Universo dos Livros. Por vários dias pensei que havia respondido tarde demais, até que no dia 17 de Dezembro essa lindeza me esperava na varanda. :3

Para quem está acostumado com histórias literárias, a biografia (em geral) pode causar um  pouco de estranhamento, mas como sempre digo por aqui, não é nada com que não dê para se acostumar. Ainda mais com uma leitura tão gostosa e emocionante como essa.
"A que atribui seu sucesso, além da qualidade do seu elenco?
Ao fato de eu sempre ter promovido os valores éticos. Nunca fizemos piada com os defeitos físicos ou com as crenças das pessoas. É inacreditável que haja quem pense que os valores são coisas antiquadas, coisa do passado."
Para muitos de nós, Roberto Bolaños marcou a infância (e até a adolescência) com o humor pastelão de Chaves e de Chapolin Colorado. O que poucos de nós sabem é que Chespirito também está por trás de filmes (cerca de 422 entre 1958 e 1988), peças de teatro, telenovelas, produções musicais e até livros. E desde de muito cedo e sua carreira o nome dele esteve associado a sucesso seja como produtor, como ator ou como compositor.
"O que lhe falta para ser completamente feliz?
Que cresçam no mundo a bondade e o perdão."
Momento confissão: precisei parar a leitura deste livro em alguns momentos para não começar a chorar, especialmente nas partes da entrevida com o Bolaños e dos depoimentos de amigos e das filhas. Nessas situações, pareceu reduziu meu coração ao tamanho de uma noz ao me fazer lembrar que Chespirito não está mais entre nós. Como disse uma amiga, a morte dele fez parecer que parte da minha infância havia morrido também, e mesmo com as intermináveis reprises de Chaves (não consigo imaginar o SBT sem esse programa) tenho para mim que essa sensação não passará.


27 de dez de 2014

A Arte dos Negócios - Bill Ridgers


A primeira vez que vi sobre o lançamento desse livro, fiquei estasiada pelo "simples" motivo de meu TCC ser sobre empreendedorismo. Não pensei duas vezes antes de comprá-lo e abri um sorriso de orelha a orelha quando ele chegou.

Agora, descobrir que a apresentação da obra trás uma referencia (muito boa por sinal) a um conto de Machado de Assis foi simplesmente a cereja do bolo, e mais uma prova de que cada centavo gasto em um Zahar vale a pena.
"Há muitos riscos na originalidade, sobretudo diante de tantas variedades de sabedoria consagrada".
Gustavo H. B. Franco
O diferencial deste livro é que ele foi organizado e apresentado por homens que conhecem o mundo dos negócios. Gustavo H.B Franco é economista, ex-presidente do Banco Central e sócio fundador da Rio Bravo Investimentos. Já Bill Ridgers é escritor especializado em negócios e editor de educação e negócios da Economist

Nele, estão reunidas frases de grandes industriais do passado (como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Henry Ford) e do presente (como Steve Jobs e Warren Buffet), além de citações de livros (literários ou não) e frases de filósofos, de séries, filmes, desenhos animados e etc.
"Num mundo encarado muitas vezes como frio e calculista, pode-se encontrar arte na citação incisiva que encerra uma verdade mais profunda"
Bill Ridgers
Gostei deste livro (na verdade, o AMEI) por ele fazer algo que me interessa muito: expor pensamentos do passado no contexto empresarial recente.

A carga de informação é muito grande e, ao mesmo tempo MUITO útil. E dá para se tirar ótimas dicas de leitura por aqui. :)

22 de dez de 2014

Ladrão de Almas - Alma Katsu


Ultimo dos cinco livros propostos pela Maratona Literária #EuTodeFérias, Ladrão de Almas (assim como sua continuação, Refém da Obsessão) foi comprada pela combinação de capa bonita e preço atraente (R$16,90 na AVON).

O lugar é St. Andrew, uma cidadezinha perdida no estado do Maine onde nada quase nunca acontece.

Luke Findley é o médico de plantão no hospital da cidade, ele espera de ter uma noite tranquila cuidando de lesões que já se tornaram corriqueiras, mas não com a paciente daquela noite. Não com Lenore McIlvrae.

Ela foi encontrada caminhando na floresta a noite com uma blusa ensanguentada e, para piorar, dissera ao policial que a encontrara que havia matado um homem que, segundo ela, havia "pedido para morrer".

Não, ela não é uma mulher normal, Luke percebeu isso no momento em que viu um corte de bisturi que ela fizera em si mesma se fechar e sua pela ficar como se não houvesse corte algum.

Enquanto Luke a ajuda a fugir, ela conta a história de como era sua vida, de como se tornou o que ela é hoje, de como ela encarou a perda da pessoa que mais amava na vida, Jonathan St. Andrew e da noite em que ele pediu para que ela o matasse.
"Luke quer ouvir sua história, saber tudo sobre ela, mas será que pode confiar que lhe dirá a verdade, ou ela só o está manipulando até estarem a salvo da policia?
A narração intercala o passado e o presente de Lenora, e a timeline é bem demarcada. Porém a história é bem monótona, a ponto de eu cogitar abandonar o livro (e olha que é dificílimo para mim considerar essa opção). A bem da verdade, só o terminei por causa da Maratona ("livros abandonados não contam como livros lidos").

20 de dez de 2014

Sorteio #4 - Sorteio Natal e Ano Novo Literário


Como estamos em clima de Natal e Ano novo, o blog Soletrando Felicidade juntou-se com mais 88 blogs/autores para uma enorme festa \o/

Que tal iniciar seu 2015 com estante cheia?  São mais de 80 livros e muitos mimos.
 Venham participar!
***
Regras obrigatórias:
- Residir ou ter endereço de entrega em território nacional.
- Preencher o formulário.
Cumprir as regras obrigatórias que são curtir as páginas.
Informar um e-mail válido.
- Do kit um ao quatro terá um ganhador.
-No kit nacional que terá dois ganhadores, o primeiro escolhe 16 livros e o segundo fica com o restante. 
-O livro O bisturi de ouro é garantido um para cada dos ganhadores kit nacional.

      O RESTANTE SÃO CHANCES EXTRAS PARA AUMENTAR SUA CHANCE DE GANHAR!  
  O ÚLTIMO KIT CONTÉM 31 LIVROS NACIONAIS + MIMOS PARA DOIS GANHADORES.

16 de dez de 2014

Com Viviane ao Lado - Francisco Grijó


Esta é minha última aquisição feita na FLICA (Feira Literária Capixaba), realizada em Maio deste ano, que faltava ler. Esse exemplar estava tão escondido que até Grijó se surpreendeu por eu tê-lo encontrado (esse livro foi lançado em 1995 e, até onde sei, não teve segunda edição).

Diferentemente de Um Outro País para Alice e de Todas Elas, Agora, este livro é composto por um romance (e, por favor, quando digo romance, estou falando de uma narrativa longa, construída em prosa e que não necessariamente conta uma história de amor).
"Adianto que Viviane Álamo é a dor, o desespero. É o que se espera, mas se teme."
O enredo deste romance é construído em forma de entrevistas individuais e coletivas à amigos (alguns não tão amigos assim) de Viviane Álamo. E os personagens (um poeta premiado, uma ricassa sedutora, um estudante de cinema, um ator decadente e uma amiga íntima) compõe, juntamente com o narrador, quem é Viviane e o que ela é capaz de fazer à vida de uma pessoa.

Durante a entrevista coletiva (momento em que os seis personagens estão cara a cara) algumas máscaras começam a cair e verdades começam a vir a tona. E no centro disso tudo, está a desaparecida (ou nem tão desaparecida assim) Viviane.
"Nem sempre a quis sob comando, mas criei-a enquanto personagem e ainda assim ela é rebeldia, goza e sente contra minha vontade, enquanto eu me iludo porque desejo o contrário."
No geral, gostei da história. Apesar dos parágrafos longos e da linguagem de alguns dos personagens dificultarem um pouco a minha compreensão (que, graças a uma gripe inoportuna, já não está lá essas coisas), não achei o enredo complicado. Os personagens falam, cada um a seu modo, até onde Viviane foi na vida deles, o que ela significou e como eles estão encarando sua vida sem ela.

14 de dez de 2014

Sétimo - André Vianco


O problema de se fotografar capas escuras é que dá para ver a silhueta da fotógrafa... Mas infelizmente não encontrei uma imagem decente da minha edição na internet. Acabei escolhendo a "menos pior" entre as que eu tirei. =x

Sétimo é a continuação de Os Sete, e foi lançado em 2002 pela Novo Século (e não é nada recomendável ler Sétimo sem antes ter lido Os Sete). O que me lembra:

CUIDADO! Esta postagem pode conter spoilers de Os Sete!

Tiago, que sobrevivera à bomba nuclear graças ao vampiro Gentil, está se transformando em um vampiro e ele sabe disso muito bem. Assim como sabe que dom Manoel, o vampiro Lobo, jurara seu amigo de morte.

E, mais do que tudo, sabe que Sétimo, o vampiro despertado a pedido de Miguel, é o único que pode proteger o amigo e ensiná-lo a controlar seus novos instintos. Essa não é uma decisão sábia, Tiago possui certeza quanto a isso, mas se é ruim com Sétimo, é pior ainda sem ele.

Pelo menos é assim até o vampiro mostrar que falava serio ao dizer que montaria seu exército, que espalharia o medo e o terror pela terra... Pobre Sétimo... Justo ele foi inventar de escarnecer o diabo...

Após Lobo tirar a vida do homem que tirou Sétimo de seu sono, o desejo de Tiago de impedir o avanço de Sétimo ressurge. E ele não está só. O diabo deu a ele poderosos aliados: os cinco vampiros D'Ouro destruídos pela bomba nuclear e um dom tão incrível quanto os de seus aliados.

A narração deste livro envolve cinco pontos de vistas principais que são distintos entre si, porém complementares: o de Tiago, o de Sétimo, o de Lobo, o do guerreiro Tobia e o do Exército. Muitas vezes mais de uma perspectiva é usada no mesmo capítulo, mas o desenrolar da história não fica confuso.

Demorei a terminar esse livro por falta de tempo. A semana foi meio atribulada demais e nem o movimento do cartório colaborou. :( Mas ao contrário do que aconteceu com a leitura de Os Sete, o tempo ficou quente e convidativo, e eu agradeci por isso a quase todo instante, rsrsr

Não me arrependo de pegar este livro para reler. Mesmo já conhecendo a história, a dinâmica da narração manteve o gostinho de novidade no ar. :)

10 de dez de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras - T. H. White


Continuação de A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras foi lançado no Brasil em 2004 pela W11 Editores.

Nesse livro, Arthur, já coroado entende o motivo pelo qual lutar:
"Ele sabia com certeza agora, o destino de sua vida seria lidar com todas as formas distorcidas de dignidade através da ameaça da sua Força.
E é nesse livro que ele começa a realmente lutar com ela. E cara, que batalha! *-*

As partes de Arthur e de Merlin são minhas preferidas, a outra (a do Rei Pellinore)... Bem, eu ainda não descobri o motivo de ela existir além do de encher páginas. Mas ainda tenho esperança de que elas se provarão úteis até o quinto (e ultimo livro da série).

Quanto a Rainha do título, ela é Morgause. O que aliás é o ponto em que O Único e Eterno Rei se difere de As Brumas de Avalon: nesta série, o Duque da Cornualha e Igraine tiveram quatro filhos (um homem e três mulheres) e não apenas Morgana como na outra série. E é Morgause (que n'As Brumas era irmã de Igraine) que tem relações com Arthur. A relação incestuosa continua, o que mudou foi o nome da irmã. :P 

Uma melhora em relação ao volume anterior é que nesse as ilustrações estão espalhadas ao longo da história em paginas especiais, e não reunidas no apêndice (para mim, elas foram quase ignoradas tadinhas). Ilustrações essas que foram feitas por Alan Lee, diretor conceitual da adaptação de O Senhor dos Anéis para o cinema.
"Tomei contato com A Espada na pedra antes de conhecer O senhor dos anéis. Há paralelos óbvios entre os dois: a passagem, por meio de provas e perigos, de uma vida rural e inocente, para um papel predestinado de responsabilidade. A semelhança entre Gandalf e Merlin, como as forças motrizes da mudança, os xamãs. O sentimento de perda e melancolia que permeia as duas histórias."
Alan Lee, em entrevista para a Folha de São Paulo

7 de dez de 2014

Cerberus: O Diabo Pede Carona - Leonardo Monte


É em momentos como este que percebo o quanto sou relapsa como blogueira parceira: O Leonardo Monte (primeiro, e até este momento, único autor parceiro do Soletrando Felicidade) lançou este livro ano passado e somente no ultimo mês pude adquiri-lo. O Leo é um amor de simpatia e fiquei muito feliz mesmo de ter sido mantida como parceira. :)

Eu já li esse livro anteriormente (antes do lançamento o Leo fez uma promoção com os blogs parceiros para escolher uma frase para a contra capa do livro) e eu me lembro que foram os quatro (ou três) dias mais insanos do meu estágio anterior (eu só conseguia ler o e-book no pc do escritório) por que eu queria xingar deus, mundo, autor E personagens de tão agitada que eu estava com a história. Manter a discrição foi uma luta e nunca surtei tanto no Whatssap quanto quando estava lendo O Diabo pede Carona. xD

A coincidência é que, pouco tempo antes de começar a Maratona #EuTodeFerias, eu peguei o livro 1 (Entre Cobras e Ursos) para reler. Acabou que fiz uma maratona Cerberus (o que não é nada desagradável).

Nesse segundo volume da trilogia, Renan e seu grupo, os Águias sem Medo, estão mais velhos e mais fortes. Eles encaram uma prova de ferro que consiste em encontrar e trazer o padre Izidro de volta a Cerberus com vida. O fracasso nessa missão significa a morte de todos do bando.

De acordo com as histórias mitológicas, Cerberus guarda o portal dos infernos... E eles não sabem o quão bem isso se aplica a essa história. =x

Agora, o final... meus olhos suaram em bicas, só digo isso. =x

3 de dez de 2014

Maratona Literária #EuTodeFérias!


A Gabriela Erler, blogueira do Reino da Loucura e uma das sisters do Clube do Livro local do qual participo, comentou comigo sobre uma maratona literária que ocorrerá entre Dezembro e Janeiro que ela participará. Acabei animando e me cadastrando. rsrs

A maratona está sendo promovida pelas blogueiras Denise (Sacudindo as Palavras) e Simeia (Leitora Assídua).

Segue abaixo as regras e instruções:

A Maratona Literária ‪#‎EuToDeFérias‬ será dividida em 2 partes e vai funcionar da seguinte forma:

*Primeira parte:
5 livros do dia 05 à 20 de dezembro.

*Segunda parte:
Será do dia 01 à 30 de Janeiro, e vocês terão que ler 10 livros (é permitido exceder esse número).

- Participar do grupo do Facebook (aqui), assim vocês poderão interagir, postar resenhas e falar sobre seu avanço na maratona;

- Preencher o formulário (http://goo.gl/XCa9sW) até dia 04 de Dezembro;

- Só será aceito livros de 100 ou mais páginas;

- Os livros ficam a critério de vocês;

- Podem participar e-books;

- Os blogueiros devem fazer uma postagem de apresentação falando sobre a maratona;

- Quem tiver blog deverá postar a resenha do livro lido;

Eu já tenho uma lista formada de livros para ler, mas usarei a sugestão de usar uma "TBR Jar" para sortear a ordem dos livros a serem lidos, de qualquer maneira, colocarei um gadget no menu ao lado com os títulos escolhidos.

TBR Jar
Livros Selecionados para o Desafio


















1 de dez de 2014

O Servo dos Ossos - Anne Rice


"Nas montanhas, eu soube de tudo. A morte dela veio atras de mim vívida e carregada de sentido, através das palavras de outro,"
"Então eu sou Jonathan; eu sou o escriba; eu conto a história da forma como Arziel a contou."

Já cheguei a comentar o quanto eu amo as histórias de Anne Rice?

Esta em particular é contada por Jonathan, um professor universitário renomado que se isolou em sua cabana de inverno. Ele conta para nós como foi seu encontro com Arziel, um espírito aprisionado na Antiga Babilônia, um Servo dos Ossos, um fantasma amaldiçoado, condenado a servir a quem quer que possuísse seus ossos.

A narração de Anne Rice continua da maneira com que eu me lembrava: fluida, sombria e um tanto sensual. Mas teve uma coisa que eu definitivamente não gostei: em quase toda a primeira metade do livro, noventa por cento dos parágrafos são iniciados por travessão, e não estou falando de uma conversa anormalmente grande, é tudo Arziel contando o início de sua história. E eu realmente não gosto nada de interromper a leitura no meio de uma conversa (fico mais perdida que cega em tiroteio).

Em O Servo dos Ossos eu encontrei muito mais diálogo com As Crônicas Vampirescas (especialmente com Memnoch) do que em Violino. A temática mística é muito forte e o livro (os livros, na verdade) fazem uma discussão religiosa e ética bem legal. E também existem algumas coincidências bem interessantes entre  os dois personagens.

E é nessa história também que encontrei o vilão mais incrivelmente cruel que minha mente consegue se lembrar: Gregory Belkin é o líder de uma seita religiosa poderosa no mundo inteiro. Carismático, manipulador e megalomaníaco, ele arquiteta e coloca em execução um plano que resultará na morte de dois terços da humanidade em menos de menos de três dias. De todas as pessoas do mundo, apenas canadenses e americanos seriam salvos, e ele ressurgiria como o ungido, enviado por Deus para conduzir o novo mundo... E eu achando que o plano de Akasha (A Rainha dos Condenados)  era absurdo... ¬¬


28 de nov de 2014

Witches of East End - 2º Temporada


Cuidado, este post pode conter Spoilers da série!

Witches os East End foi uma daquelas séries que me conquistaram quase de cara (ainda mais tendo um pitel como o Daniel Di Tomasso no elenco). Apesar de ter gostado muito da primeira temporada, acabei deixando para assistir à segunda quando essa acabasse.

Enfim, pelos breves instantes em que o portal para Asgard ficou aberto (season finale da 1ª temporada), as Beauchamp perceberam que alguma coisa passou entrou em nosso mundo. Para a total surpresa delas, especialmente de Joanna, quem passou pelo portal foi Fredick, o gêmeo de Freya que havia ficado para trás, aparentemente arrependido pela traição cometida.

Acontece que ele não foi a única coisa que passou pela porta: também passou uma mandrágora, uma criatura mágica (bem bizarra e muito poderosa) com corpo que mistura homem e planta e que se alimenta da energia de sua parceira durante o ato sexual. E quem ele escolhe? Ingrid Beauchamp (a segunda mais poderosa das quatro). Os (mais ou menos) seis episódios em que ele apareceu foram os mais legais da temporada.

A série foi cancelada após o termino da segunda temporada, e, apesar da indignação de perder Killian e Dash de vista, meio que foi entendível: os últimos episódios foram tipo, só legais, entendem? Não foi nada "OMG CADÊ O RESTO!?". 

E a season finale não foi empolgante e acabou caindo no território que é fim de carreira certo para séries de história aberta: virou mais do mesmo. Freya e Killian estão com um novo obstáculo impedindo a relação dos dois (motivo esse que, de novo, se chama Dash Gardiner), alguma coisa promoverá uma caçada às bruxas em East End e, bem... Uma das quatro Beauchamp não pertence mais a este mundo.

25 de nov de 2014

Ramsés: O Filho da Luz - Christian Jacq


Eu sempre gostei de histórias sobre o Antigo Egito. Se não me falha a memória, essa paixão foi despertada pelo desenho (antigásso) As Múmias Vivas. Lembro-me de passar horas e mais horas lendo tudo o que eu podia encontrar sobre a mitologia egípcia, e uma das minhas primeiras aventuras inventadas aconteceu à época do filme A Mumia (mas isso não tem nada a ver com o assunto dessa postagem. =P)

Depois de anos e mais anos sem ter nada que fizesse esse amor ressurgir, eis que em 2011, uma colega de faculdade me recomenda Ramsés (essa é a segunda vez que li esse livros), e até hoje eu a agradeço por ter me dado essa dica. :3

Quando a saga se inicia, Ramsés é apenas um estudante. Muito inteligente, mas de natureza indomável, o filho mais novo do grande faraó Sethi estava certo de que sua vida seguiria nos bastidores da corte do Egito, ou mesmo afastado dela. Até que um dia o faraó muda todo o seu destino. De maneira quase osmótica, o faraó começa a preparar Ramsés para o trono. Ele o inicia nos mistério de seus antepassados e dos grandes deuses, faz o príncipe conhecer as riquezas e o povo do Egito.

Nesse primeiro livro da Saga, Ramsés conhece (e recruta) seus aliados e começa a enfrentar as intrigas da corte. Os murmúrios invejosos vem de muitos lados, e as armadilhas aparecem em todos os cantos. A morte de Sethi marca o fim desse primeiro volume.

A história é incrível! É simplesmente incrível a maneira com que o autor, que, por sinal, é um egiptólogo renomado, misturou a história de Ramsés II com fantasia, não dá para saber onde termina ou onde começa a ficção.

E a narração é simplesmente deliciosa! Sem dúvida alguma, uma das minhas sagas preferidas e, a meu ver, leitura obrigatória para quem gosta de histórias ambientadas no Egito, ou de histórias que usam a mitologia egípcia. 

20 de nov de 2014

Madame Bovary - Gustave Flaubert


Madame Bovary é, talvez, uma das leituras mais queridas da minha estante e, mais talvez ainda, o livro que iniciou meu vício por literatura clássica.

Antes que conheçamos a esposa, primeiro nos é apresentado o marido: Charles Bovary é o único médico de uma cidade pequena que durante toda sua vida fora mediano e manso, dominado primeiro por sua mãe, depois por sua primeira esposa.

Quando o novo casamento ocorre, o autor gradualmente passa a ocupar-se com Emma, uma guria campestre que, criada em um convento, lia (escondida)  romances e mais romance, viu no casamento com Charles a chance de viver aquele amor romanesco que tanto a atraía.

Frustrada, ela passa a buscar em outros o que não encontrava em Charles Bovary.
"Antes de se casar, ela pensara ter amor, mas como a alegria que deveria ser resultado daquele amor não apareceu, só podia ter se enganado, pensava. E Emma buscava saber o que significavam exatamente, na vida, as palavras felicidade, paixão e embriaguez, que tão belas lhes pareceram nos livros."
Eu gosto desse livro por ele não ser uma narração monótona, e acho que é uma ótima dica para quem quer começar a ler histórias mais clássicas.

Publicado em 1857, esse foi o tipo de livro que se tornou uma febre devido ao escândalo que causou. Gustave Flaubert (1821 - 1880) chegou a ser processado acusado de ofensa à moral e à religião. A ruptura com a literatura da época foi tão grande que, para muitos, Madame Bovary marcou o inicio da literatura realista.

16 de nov de 2014

A Espada na Pedra - T. H. White


Comprei esse livro há uns bons dois anos em uma livraria perdida (e quase falida) de Vitória. Depois de ter lido As Brumas de Avalon, a história do Rei Arthur se tornou quase uma queridinha para mim e, quando li que esta é "a versão definitiva da saga do Rei Arthur" não tive duvidas antes de adquirir a coleção (que completei recentemente.

Quando se lê uma história medieval, espera-se que tudo no texto remeta a esse período. No entanto, T. H. White recorreu a palavras mais contemporâneas em quase todo o texto. Confesso que esse artificio me deixou um pouco decepcionada no inicio, mas isso é explicado em um dos apêndices: esse recurso foi utilizado para "aproximar a leitura da saga à compreensão" dos leitores à época da Segunda Guerra Mundial (esse livro foi publicado em 1938).

É um pouco estranho no inicio, mas dá para se acostumar (acho que eu sempre digo isso, né?) e quando você percebe, acaba gostando.

A infância de Wart (um estranho diminutivo para Arthur), foi igual a de qualquer garoto que tenha crescido como filho de um nobre. Pelo menos até a chegada de um (curioso) mago chamado Merlin (que, em vários momentos, me lembrou Gandalf, e acho que não coincidentemente). A partir de então, Wart toma lições de peixes aves de caça e selvagens, e até se encontra com Robin Hood (sim, eu me lembrei de OUT). Isso sem contar com o breve encontro com a Fada Morgana.

Por falar nela, se comparado às Brumas de Avalon, essa história é completamente diferente. E digo isso em relação à todo os misticismo que a narração dela trouxe. A Espada na Pedra está mais para uma história Disney (por sinal, o filme "A Espada era a Lei", de 1966, foi baseado no livro de White).

"A Espada na Pedra"  é a primeira das cinco parte da coleção "O Único e Eterno Rei". 

Agora, o que dizer sobre as ilustrações além do do fato de que Alan Lee foi o diretor conceitual dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis? :3

12 de nov de 2014

Box Clássicos Zahar de Bolso #1



Esse é segundo Box de Clássicos de Bolso lançados pela (minha amada) Editora Zahar. Eu tenho o outro também, mas, como ainda não acabei um dos livros, prefiro deixar a postagem para mais para frente.

A meu ver, esse é tipo de Coleção que se dá para quem está começando a tomar gosto pelos livros (ou pelos clássicos). Todos eles são perfeitos para se ler antes de dormir, ou ainda para quebrar a ressaca de um livro mais denso. A linguagem dos livros é bem fácil, assim como a narração. E tem aquele gostinho de infância que deixa tudo muito mais mágico. :3


Fiquei super empolgada quando descobri o lançamento desse box (quer dizer, pô, brilha no escuro vei!) e não me arrependo totalmente da compra. Meu "arrependimento" foi por: (1) eu já tenho dois desses livros (Alice e Contos de Fadas, que também fazem parte do outro Box de Clássicos), (2) eu realmente comprei no impulso e minhas economias foram para o espaço por causa dessa compra; por fim, (3) eu me acostumei com as edições ilustradas e comentadas (:3). Como puderam perceber, não há nada a reclamar das edições.

Mas teve uma coisa que me fez ficar absolutamente encantada com o Box, e é um dos motivos de eu sempre falar que é a atenção que a Zahar possui com seus trabalhos é que me faz amá-la tanto: a caixinha veio com um pequeno "manual de uso" e é tipo TÃO fofo! :3


Ah sim! Na caixinha está escrito "Clássicos que brilham na sua estante". As letrinhas na caixa realmente brilham no escuro! *-* Queria ter conseguido ter tirado uma fotinha, mas a minha câmera não é tão boa assim, sorry. :(

O Box pode ser encontrado no Submarino por este link. E nas Americanas por este aqui.





As resenhas de cada um dos livros podem ser encontradas nas páginas:

7 de nov de 2014

Sorteio#3 - Promoção de Aniversário de 2 Anos do Blog Meu Passatempo blá blá blá


É com um orgulho imenso que venho comemorar com vocês e com mais 35 blogs amigos o aniversário do anos do Meu Passatempo blá blá blá que neste dia 05/11 completou 2 anos de sucesso, graças a vocês. Por isso queria muito agradecer o carinho, dos seguidores que participam com suas visitas frequentes e seus lindos comentários. 
Então não fique fora dessa festa, venha comemorar conosco! 

TAG Isso ou Aquilo?


Apesar de não ser muito fã de Tags, me deu vontade de fazer uma. Das várias que tenho separadas, selecionei essa do blog Simplesmente um Leitor.

1. Áudio Book ou Livro?

Nunca peguei um áudio book para escutar (com tantas músicas bacanudas na minha playlist, por que pegaria uma história?), então, livros físicos. <3

2. Capa Dura ou Mole?

Realmente não ligo muito... É claro que capa dura dá um tchan a mais na edição, fora que protege mais o livro.... Mas diferença mesmo para mim não faz.

3. Ficção ou Não Ficção?

FICÇÃO! Minha paixão-master, amor de minha vida como leitora, adoro, adoro e ADORO! (tipo, topo ler qualquer coisa, mas a tal da ficção é muito amor! :3)

4. Fantasia ou Vida Real?

Como eu disse na pergunta anterior, para mim, sendo livro, eu leio. Mas minha preferencia é pela fantasia, poder sair do mundo sem precisar mover meu corpo, conhecer universos distintos, visões de mundos... *-*

5. Harry Potter ou Crepúsculo?

Estão realmente me perguntando se prefiro um bando de fadinhas brilhantes à Harry Potter???? Harry Potter foi minha primeira paixão como leitora, não é a toa que é a coleção mais antiga da minha amada estante. <3 <3 <3

6. E-book ou Livro Físico?

Nada supera a beleza das curvas de um livro físico. :3 Além disso, eu não tenho nada em que possa ler um e-book, e quando estou no computador... Bem, eu tenho tanta coisa mais útil para fazer (apenas lembrando que, quando não estou no computador, provavelmente estou lendo, então...)

7. Comprar ou pegar emprestado?

COMPRAR! Eu tenho um treco só em pensar em ter um baby de alguém sob minha responsabilidade, além do mais, eu nunca sei quanto tem vou levar para ler um livro (apesar de ser relativamente muito rápida nessa questão), nem quando vou poder lê-lo (e a lista de "para ler" está realmente muito grande...), então prefiro ter minhas próprias edições. :)

8. Livro Único ou Série?

Eu gosto de livros únicos, a não ser na hora da caça à promoções, aí meu caro... Quanto mais livros pelo menor preço, melhor. rsrsrs

9. Livraria Física ou Online?

A que me oferecer o menor preço (ou o maior custo/beneficio). A livraria on-line é mais comoda por eu estar em casa e, por tanto ter mais tempo (e mais opções) para poder escolher meus livros com calma. Fora que não tem muitas livrarias físicas perto da minha casa...

10. Livro Longo ou Curto?

Depende. Não adianta bosta nenhuma um livro de 500 paginas que passa 300 sem desenvolver a história. Assim como não adianta bosta nenhuma um livro de 100 páginas que não me permite digerir a história de tão rápida (até por que, elas tendem a ficar muito confusas). Eu posso dizer um livro de 120 páginas massante (O Romanceiro da Inconfidência) e um de 100 incrível (O Médico e o Monstro)... Assim como posso dizer um livro de 500 páginas (ou mais) intragável (Crime e Castigo) e um de 700 que é o meu xodó entre os meus xodós (Os Três Mosqueteiros).

11. Drama ou ação?

Ação. De dramas e mimimis já basta minha vida. ¬ ¬

12. Ler no seu Canto ou Tomando Sol?

Tanto faz. Tipo, quando estou em casa geralmente leio no meio quarto e, quando eu lembro que tenho varanda e está fazendo um clima agradável eu fico por lá.

13.Chocolate quente, café ou chá?

Nenhum... Não largo minha caneca (ou garrafa) de água fresca. :)

14. Ler Resenha ou Decidir por Si Só?

Decido por mim mesma. Meu gosto anda pendendo muito para os clássicos (acho que devem ter reparado isso), fora que sempre busco livros e autores diferentes, e acaba que é mais fácil eu me arriscar em um desconhecido do que comprar um famosão com blogs e mais blogs com resenhas (o que em parte torna o Soletrando um andante solitário pela blogosfera conhecida, mas enfim...)


Eu sempre acho que minhas respostas saem secas demais nas TAGS... 

Como sempre, não marcarei blogs, quem quiser, fique a vontade. Mas deixem seu endereço para que eu possa conhecer suas respostas, tá bom?

3 de nov de 2014

Marcada - P. C. Cast



A Série The House of Night foi uma daquelas que me conquistaram rapidamente e que sempre deixam um gostinho de quero mais. Lançado em 2001, uma época de vampiros maduros demais, a série trouxe um frescor de vampirinhos adolescentes e (o mais legal em minha opinião) nerds.

No mundo descrito em House of Night, os vampiros não nascem da maneira tradicional, não há troca de sangue entre vampiro antigo e vampiro novo. Aqui, em determinada idade, os adolescentes são escolhidos e marcados para se tornarem vampiros (a autora deu uma explicação sobre um local no DNA humano que, a certas doses dos hormônios que fervilham na adolescência, iniciam a transformação para vampiro). Uma vez marcado, o jovem é encaminhado para a Morada da Noite, lugar onde ele passa todo o período de Transformação (que pode, ou não, ser bem sucedida).

A personagem principal é Zoey Redbird (sobrenome escolhido por ela depois de ser Marcada). Uma adolescente comum, com o desejo (acredito eu) comum de querer se ajustar em algum lugar. Porem, para o "azar" dela, ela é escolhida por Nyx (a Deusa cultuada pelos vampiros) parar ser algo a mais que uma simples vampira (mas isso é assunto que vai se desenrolando ao longo da série).

Marcada é muito mais uma apresentação de personagens principais do que o início da história em si, embora a ponta do iceberg já pudesse ser observada.

A primeira "vilã" da história é Aphrodite, uma veterana da Morada da Noite (será que essas aspas constituem um spoiler?). Líder do "Clube Estudantil" Filhas das Trevas", ela é tudo o que Nyx (acredito) não aprovaria como uma aspirante à Grande Sacerdotisa: mesquinha, fútil, mandona... Entre o grupo do círculo de Zoey (Damien, Shaunee, Erin e Stevie Rae), ela é "carinhosamente" apelidada de vaca, e isso para dizer o mais suave dos nomes (Mas esse daí tambem é assunto para os próximos volumes da série).

Eu gosto desse livro (aliás, da série inteira) por causa da mistura entre a fantasia dos vampiros e a verossimilhança dos pensamentos e inseguranças dos adolescentes (embora eu já não seja tão adolescente assim #mesentindoumavelha)

Ah sim. A série foi escrita pela P. C. Cast, que já tem um nome bastante reconhecido lá nos Estados Unidos, juntamente com a filha Kristin Cast.

30 de out de 2014

O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson



Publicado pela primeira vez em 1886, O Médico e o Monstro ainda é considerado uma referencia na personalidade fragmentada do ser humano dentro da literatura.

A introdução a obra nessa edição é rápida (se não me falha a memória, todo pocket é assim). Mais do que rápida, ela é condensada, mas nada que uma leitura mais atenta (e um pouco de exercício de neurônios) não resolva.

Dá para dizer que essa história possui três narradores distintos: o advogado Utterson, uma das vítimas de Hyde e, por fim, o próprio Dr. Jekyll. É nesse  ultimo que ocorre todo o ápice da história.
"Outros poderão prosseguir, outros exceder-me-ão nestes limites; mas atrevo-me a pensar que o homem será um dia caracterizado pela sua constituição multiforme, incongruente, com suas facetas independentes uma das outras."
A história em si não é assustadora. O que assusta é a ideia que está por trás do texto: ter seu lado bom e seu lado ruim conscientes um do outro e lutando pela posse de um mesmo corpo (detalhe que cada personalidade deixa uma marca diferente no físico do indivíduo).

Essa edição trás ainda duas outras histórias de Stevenson: Markheim e Janet do Pescoço Torcido (nome atraente não?)

Markheim é um bandido, um assaltante e assassino que, em dia de Natal, está cometendo mais um de seus crimes. Mas no meio da ação, enquanto ele tenta achar a cave do cofre de sua vítima, um visitante (que em momento algum é identificado, mas que te deixa com muitas pulgas atras da orelha) chega à cena iniciando um debate (de falas longas demais para o meu gosto) pela salvação (ou perdição?) do corpo (ou da alma?) do criminoso.

Quanto ao último conto... Credo! Só digo isso.

Robert Louis Stevenson foi um escritor escocês do século XIX. Uma coisa curiosa é que, pelo que entendi, sua obra A Ilha do Tesouro foi uma das obras que inspirou J. M. Barrie (de Peter Pan) a criar a Terra do Nunca.

26 de out de 2014

Exposição O Encantado (Attilio Colnago)


Eu já devo ter comentado por aqui que meu atual estágio está belissimamente bem posicionado no que diz respeito ao centro histórico de Vitória. O que, graças a uma bem-aventurada mente, tem significado exposições constantes em diferentes locais da cidade. O Palácio Anchieta é (até onde sei) o espaço mais bem preparado para receber exposições de maior renome, e já foram expostos trabalhos de Portinari, Di Cavalcante (que não consegui fazer a postagem), além de vários artistas capixabas.

Nascido no interior do Espírito Santo, Attilio Colnago estudou artes na Universidade Federal do Espírito Santo, onde ingressou em 1973. Sua ênfase é desenho de figura humana. Teve formação complementar por meio de participação ativa nos festivais de inverno de Diamantina e Ouro Preto, onde se iniciou o contato com a arte religiosa barroca, influência marcante em seu trabalho artístico,uma das matérias que leciona atualmente nesta instituição.

A exposição "O Encantado" reúne ilustrações, gravuras, desenhos, figurinos desenhados para algumas peças locais e um vídeo sobre ele e sua obra, além de alguns objetos que fazem parte do processo criativo dele (que vão desde os tradicionais materiais até fotografias, pregos, cabelos, espinhos, facas, e outras coisas que podem ser encontradas a esmo).

Eu gostei muito da exposição. Percebi que ele trabalha muito com sobreposição entre imagens e colagens, e achei interessante a maneira com que ele faz isso sem misturar os dois elementos. As coisas ficam (a meu ver) harmoniosas, diferentes e realmente muito bacanas.

"Attilio busca na história a arte para impulsionar sua criatividade. Tem plena consciência de que cada obra é vista de forma diferente ao ser reinterpretada. A necessidade de ter obras históricas como base para seu trabalho talvez venha pela convicção de que somente a partir delas é possível criar algo novo. Esse novo, na perspectiva do artista, passa pela consciência de saber que suas releituras de obras passadas dependem muito das leituras que ele faz do seu presente"
- Paulo de Barros (Curador) - 

Ele também tralha muito com as cores, e algumas obras são meio ilustração meio pintura. Em outras aparecem muito o jogo entre tons claros e cores metálicas ou bem vivas, se não expliquei direito, aqui vai alguns exemplos:

















Outra coisa que eu achei maravilhoso foi que em alguns quadros (na maioria dos que estavam expostos pelo menos) o fundo do desenho é composto por palavras, escritos em português ou não que fazem ou não algum sentido (pelo menos para mim não fizeram muito). Quer dizer,, o cara juntou a arte escrita (por que caramba, a caligrafia era linda) com a arte pintada, com a arte colada (isso existe?) e ainda retomou algumas técnicas usadas desde a Idade Medieval! Não tudo num quadro só, mas sei lá, achei bonito. :)

Sobre Pontas de Metal
 (uma das técnicas usadas pelo artista em alguns dos quadros da exposição)
A Exposição “O Encantado" está aberta a visitação no Palácio Anchieta (Praça João Clímaco, Cidade Alta) de Terças às Sextas das 08h ás 17h e Sábados, Domingos e Feriados das 09h às 16h. A entrada é franca até o dia 02 de Novembro. A entrada é franca.


23 de out de 2014

As Brumas de Avalon: A Senhora da Magia - Marion Zimmer Bradley


"Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, novo a cada dia."

As Brumas de Avalon foi uma das primeiras histórias (se não a primeira) que li sobre Rei Artur (e apenas no dia anterior à confecção desta postagem reparei que tenho a minha disposição outras 4 versões). 

Apesar de começar sendo narrada por Igrane (mão de Artur), a história é contada sob a ótica de Morgana, irmã de Artur e Sacerdotisa da terra encantada de Avalon. Ela assume a narração um pouco após a página 100.

O interessante dessa narração é que ela é solene, dá para perceber nitidamente que a existem magias e Mistérios por trás dela. A coisa toda é irreal, mas verossímil demais para ser algo totalmente fictício (e eu AMO histórias assim).

Outra coisa que me faz gostar dessa série é o embate entre o cristianismo romano e a religião nativa. A todo o momento Morgana faz uma "comparação" entre as duas. E fica claro o antagonismo entre elas quando, em certo momento da história é dito algo como "Artur precisa lutar por duas religiões opostas, que tem seu ponto mais sagrado no que a outra considera ser um pecado mortal".

Este é o primeiro dos quatro livros da série As Brumas de Avalon. E percorre a infância de Morgana, sua iniciação no caminho da Deusa, a celebração do Grande Casamento entre a Virgem Caçadora e o Gamo-Rei, a coroação de Artur e o momento em que ela deixa a terra mágica.

19 de out de 2014

Os Mistérios de Warthia: A Profecia de Mídria - Denise Flaibam



Primeiro quero agradecer à lindíssima Denise Flaibam pela dedicatória (eu adoro esses recadinhos! *-*) e pelos marcadores enviados (um deles já ocupa um livro do tio Martin) e pela bolsinha MARAVILHOSA! Adorei muito! :3

Ao dar uma espiada nas ultimas páginas do livro (o que por sinal, não é nada indicado) tive a feliz surpresa de encontrar um guia de pronuncia de alguns nomes e significados e algumas palavras do "idioma antigo", além do mapa de Warthia, Para mim, são coisinhas desse tipo que dão um toque a mais que faz toda a diferença.

Serafine Delay é uma garota da relativamente pacata da Vila do Sol. Ela é doce e gentil com todos, mas um tanto impetuosa e curiosa. A vida tranquila acaba quando sua Vila é atacada por ferozes monstros e ela se vê como protagonista de algo que pode mudar o destino de Warthia para sempre.

Eu já morria de curiosidade de tanto ouvir três conhecidas minhas falando sobre o livro e fiquei super feliz quando a Denise me fez um preço camarada por dois exemplares (sim, haverá o sorteio de um livro autografado com mimos, mas isso é um assunto para próximas postagens).

Foi muito fácil pegar carinho por essa história. A narrativa é bem tranquila de se seguir, e reparei que algumas coisas que "incomodaram" uma de minhas amigas não me atrapalhou em nada, muito menos me incomodou. Na verdade, fiquei bem contente por que, de tanto a narração voltar ao fato de que Serafine possui a pele morena, acabei animando em fazer um cosplay da personagem (ou alguma coisa parecida com isso).

Enfim, eu gostei bastante da narração, foi descritiva na medida certa e sem aquele monte de "o que ela não sabia", ou "o que ela não viu", ou ainda "ela não reparou que..." que, sinceramente, me tiram do sério. O enredo em sim também foi bem montado, tinha pouca coisa realmente obvia na história (a maioria instiga o leitor a juntar "A" e "B" e coisas assim são sempre bem-vindas).

Pessoalmente, acabei o livro agradecendo o investimento feito e ansiosíssima pelo próximo volume da série. :)

15 de out de 2014

Peter Pan - J. M. Barrie


Essa é a edição de bolso do livro ilustrado e comentado lançado em 2012 também pela Editora Zahar.

Eu comprei o box que brilha no escuro em parte por causa dele, mas sinceramente, me arrependo (em parte por esperar as belas apresentações das quais já me acostumei em encontrar nas edições e os comentários do tradutor).

Algumas histórias possuem o dom de despertar uma vozinha de contador de história dentro da sua cabeça. Foi assim com Alice e com O Mágico de Oz. Mas em Peter Pan essa vozinha é tão incrível que até o maior deboche de Peter ganha o tom certo das histórias que são contadas antes de irmos dormir.

E é muito legal ver o quanto o narrador acredita nas coisas incríveis da Terra do Nunca, e é quase impossível não começar a sussurrar:


A sensação que fica quando você termina de ler é aquele gostinho de infância que você insiste em manter dentro de si. É lindo! *-*

Não posso passar por Peter Pan sem comentar a participação dele na 3ª Season de Once Upon a Time: Eu não estava conseguindo ver as correspondências até chegar a parte em que Wendy pede para voltar para casa. O narrador, que volte e meia chamava Peter de arrogante (o tipo de arrogância de criança líder de turma, sabem?), começou a descrevê-lo como cruel e cínico. Foi coisa de um ou dois parágrafos, mas de fato, o Peter Pan de OUT era assim. A Sininho também não foi lá muito parecida (em questão de comportamento), e tanto ela quanto o Gancho (principalmente o Gancho) me lembraram mais o desenho animado que conhecemos do que a série.

11 de out de 2014

Violino - Anne Rice


Eu achava que Lestat possuía momentos de melancólicos. Também achava que Louis era excessivamente depressivo... Mas a narradora desse livro supera (e muito) esses dois.

Triana (a personagem-narrador) acaba de perder seu marido para a AIDS. Ele morreu em casa, aparentemente tranquilo. Ela o limpou, o cobriu, o manteve limpo e protegido durante as três noites divididas com o marido morto.

Toda essa cena, a do velamento particular, a do velório público, toda essa parte fúnebre é acompanhada, de longe, por um violinista misterioso. E que som ele tirava do violino! Para Triana, daquele violino saía a melodia perfeita para embalar todo o seu sentimento de perda e toda a sua simpatia pela morte.

Se há uma palavra que defina a personagem principal desse livro, é atormentada. E muito. A narração é cheia de lembranças rancorosas, cheia de fantasmas e de amargura. E o violinista conseguiu piorar ainda mais as coisas.

“Me enlouquecer, nenhuma possibilidade. Mas por que você quer que eu sofra, por que você quer que eu me lembre dessas coisas, por que você toca tão lindamente quando eu me lembro?”

A narração de Triana acaba, para minha surpresa, no Brasil. E pela segunda vez, Anne Rice usufrui do clima sobrenatural e místico do candomblé (para quem não se lembra, David Talbot possuiu fortes elações com o candomblé quando era vivo).

Consegui perceber algumas semelhanças entre Violino e As Crônicas Vampirescas. Não só a questão sobrenatural, mas a melancolia, a insistência em se prender ao passado e em remoer traumas.

Há algo nas narrativas de Anne Rice que me faz ficar completamente atenta a história, mas a algo nessa história que me obrigou a fazer paradas constantes (talvez o tom mais fúnebre da narrativa).

7 de out de 2014

Sorteio#2 - Promoção de Aniversário do Ler Para Divertir!





Promoção comemorativa do aniversário de 4 anos do blog Ler para Divertir

Participe desta festa de livros que os Blogs Ler para Divertir, Addiction for Books, Amo Muito Livros e Filmes, Atributos de verão, Memoirs and Books, Meu Passatempo blábláblá..., O Capítulo do Livro, Soletrando Felicidade prepararam para vocês.

Serão sorteados 3 ganhadores - cada um vai ganhar 4 prêmios

O primeiro colocado escolhe 2 prêmios, da lista de prêmios,
O segundo escolhe 2 prêmios da lista restante,
O terceiro escolhe 2 prêmios da lista restante,
E depois nova rodada para escolher os 2 prêmios restantes de cada ganhador.

Regras
  1. A Promoção é válida até 31 de Outubro de 2014
  2. O sorteio será pelo Raffecopter, dia 01 de Novembro de 2014.
  3. Obrigatório: Deixar um comentário nessa postagem indicando sua participação.
  4. O(a) ganhador(a) deve residir em território nacional.
  5. Depois de comunicado, o ganhador têm o prazo de 7 dias para enviar os seus dados completos de endereço para o e-mail: lerparadivertir@gmail.com. Após o envio dos seus dados, os blogs terão o prazo de até 30 dias para o envio dos livros.
Prêmios

Um Dia [David Nicholls]
O Doador de Memórias [Lois Lowry]
As árvores das Lágrima [Naseem Rakha]
O Beijo da série Bruxos e Bruxas [James Patterson e Jill Dembowski]
Desejos [Alexandra Bullen]
Esperando por Você [Susane Colasanti]
Ricos & Rústicos (3 livros com 6 histórias)
Dimensões.BR - Volume 1 - Contos Fantásticos no Brasil
Claro que Te Amo [Tammy Luciano]
Cretino Irresistível [Christina Lauren]
Kit de Mimos 1
Kit de mimos 2

Inscrições

4 de out de 2014

Wild Cards: Ases Nas Alturas - George R. R. Martin


Mais de 30 anos se passaram desde a infestação do vírus Cartas Selvagens (Takis-A). O mundo já se acostumou com os Ases e com os Curingas.

A ameaça, agora é outra. E ela vem de dentro e de fora da Terra: na Terra, sob a forma de uma seita maçon bizarra que busca trazer o mostro TIAMAT para devastar nosso planeta. No espaço, uma criatura temida por todos os universos encontrou na Terra um ambiente de alimento farto. Toda a trama apresentada nesse livro gira entorno desse ponto.

Poucos personagens do primeiro livro foram realmente aproveitados, se não me engano, apenas seis ou sete que foram principais se mantiveram como tal, os outros meio que ficaram de stand by para que outros pudessem levar destaque.

Aliás, ao personagem de capa é o do George Martin, que me surpreendeu bastante com o tom amargurado e depressivo do Grande e Poderoso Tartaruga. 

O espaço de tempo dessa parte da história de Wild Cards é bem menor que a anterior, arrisco-me a dizer que todos os ocorridos se deram em um período de, no máximo, um ano (talvez pouca coisa mais que isso). 

Ainda comparando com o volume anterior, a narração é um pouquinho mais complexa, mas acho que foi por causa da quantidade de batalhas individuas, além da velocidade das mesmas (excesso de frases curtas as vezes me fazem perder demais o fio da história).

"Poder atrai poder e aflição atrai aflição. Todos perdemos algo de precioso para nós nesta batalha contra o horror. Mas precisamos seguir em frente, seguir em frente e virar as costas para a escuridão, se pudermos."
 - Dr. Tackyon - 

30 de set de 2014

Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário


A história do filme gira em torno de Saori Kido, uma jovem que descobre ter um misterioso poder. Ao lado dos jovens cavaleiros de bronze Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki, Saori deve ir ao Santuário retomar seu lugar como Atena, a deusa protetora da Terra. Porém, para chegar á sala do Grande Mestre, aquele que tentou matá-la quando bebê, os cavaleiros de bronze e Saori deverão passar pelas 12 Casas protegidas pelos incríveis Cavaleiros de Ouro.

Depois de meses e meses de tantos mimimis prós e contras de fãs, o filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário fez sua estreia no sia 11 de Setembro dividindo opiniões (como já estava claro que iria acontecer).

De um lado, havia os que esperavam algo mais fiel ao mangá. Do outro, havia os que esperavam algo mais como o anime,

E havia aqueles que, como eu, esperavam algo diferente, e, no mínimo, menos patético que o anime  clássico (ainda não tive a oportunidade de ler o mangá). Nesse ponto, o filme foi bem sucedido. O melhor de tudo, é que não teve aquele monte de lutas que se estendiam desnecessariamente, e a quantidade de quase-morte entre os Cavaleiros de Bronze diminuiu a um nível aceitável.

Sim, eu gostei (muito) do filme. A Atena (carinhosamente chamada por mim de Saori "Vaca" Kido) ficou menos insuportável, os Cavaleiros de Bronze fizeram mais jus à idade de 13 ou 14 anos, e os Cavaleiros de Ouro se mostraram merecedores de suas proteções douradas (exceto talvez o Afrodite, mas enfim).

27 de set de 2014

Os Sete - André Vianco


Essa não é a primeira vez que leio esse livro. Minha primeira leitura foi por volta de 2010 eu acho, garças a uma promoção do Submarino. 

Eu me lembro que fiquei arrepiada logo no primeiro capítulo, era como se todos os parágrafos gritassem: “Isso vai dar merda! E das grandes ainda por cima.” As últimas frases ilustram muito bem essa sensação: 
“Haviam encontrado algo valioso. Algo que lhes traria lucro.
Haviam encontrado algo maldito, também. Algo que lhes trariam a morte.” 
Mesmo já conhecendo a história esse preludio ao caos é IRADO! E o fato de estar fazendo um frio um tanto excessivo em minha cidade (que por sinal, é praticamente litorânea), a minha vontade é resistir ao medo e ler noite a dentro. 

O início do enredo se passa em uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul. Dois amigos, Cesar e Tiago, decidem explorar uma antiga embarcação afundada a poucos quilômetros do litoral. Seduzidos pela ideia de encontrar um tesouro que irá resolver suas vidas, eles, juntamente com o departamento de História de uma Universidade da região, tiram a embarcação do fundo do mar. 

A caravela, datada de 1500, guardava sim um grande tesouro, mas o mais intrigante era uma enorme caixa metálica que exibia esses sete nomes: Inverno, Lobo, Tempestade, Gentil, Espelho, Acordador, Sétimo. Além da mensagem: “Nobres homens de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam.” 

O mais sinistro é que parece que a temperatura de onde você está realmente cai durante a leitura. Credo! 

Esse livro tem absolutamente tudo o que eu gosto em uma história. A narração é incrível, ao ponto de até a quantidade de linhas da página ajudar a aumentar o suspense. E ela te prende de uma maneira que você esquece do mundo (ou, como foi o meu caso, de um TCC um tanto atrasado) para continuar lendo. 

E olha que eu me lembrava até bem da história, e mesmo assim, a minha tão querida adrenalina corria solta em minhas veias (com o agravante do tempo frio, que acreditem, deu uma amainada depois dos acontecimentos finais).

24 de set de 2014

Playboy Irresistível - Christina Lauren


Não queria muito ler esse livro agora, meus livros eróticos estão acabando (esse é o antepenúltimo aliás) e não tenho muita previsão para conseguir outros. Mas depois da tragédia que foi Voltaire, não pensei duas vezes antes de Pegar esse playboy. :3

O último cara do trio de Irresistíveis é Will Sumner, um galanteador que consegue todas as mulheres que quiser (exceto talvez Chloe e Sara) com um sorriso safado e uma piscada de olho. Seus amigos (leia-se Bennet e Max), bem que diziam: “Espere só até você encontrar A garota.” 

Enquanto ele estava na despedida de solteiro de Bennet, em Las Vegas, um amigo de faculdade o telefona e comenta que talvez sua irmãzinha mais nova, Hanna, o ligue. Will ganha a missão de reinseri-la à vida social, já que a garota era uma dessas geeks obcecadas pelo seu trabalho de pesquisa em um dos laboratórios da Universidade.

Ele só não contava que a irmãzinha de seu amigo pudesse se tornar A garota que Bennet e Max tanto falavam.

Dos três livros, esse foi o mais hilário (em alguns momentos eu tive que interromper a leitura por não estar no lugar apropriado para se ter um ataque de riso. Não foi um humor bobo, sabem? É que a Hanna não tem praticamente nenhum filtro verbal, e as vezes ela fala as coisas mais sem noção do mundo nos lugares mais aleatórios possíveis. Fora isso, temos Bennet e Max (meu favorito ever!) na típica amizade masculina aproveitando cada oportunidade possível para fazerem piadas um do outro. Principalmente, fazendo piada de Will em seu processo de cair de joelhos por Hanna.

21 de set de 2014

Cândido - Voltaire


Cândido é um menino de "juízo bastante reto" e "espírito mais simples" que acreditava piamente que tudo sempre estava o melhor possível.

Agindo por essa ingenuidade, ele começa a passar seguidamente por maus episódios: a expulsão do castelo do pai, o recrutamento pelo exército, as varetadas, o naufrágio, o terremoto e isso só para início de história.

Até que enfim, o otimismo férreo de Cândido é vencido, e ele termina seus dias limitado a um jardim simplérrimo dividido entre ele e diversos conhecidos.

A história é sarcástica, rápida, fantasiosa e cheia de clichês. Voltaire (1964-1778) ridiculariza a religião, os teólogos, os governos, o exército, as filosofias e os filósofos, desfrutou de grande sucesso e causou grande escândalo.

Pessoalmente, não achei nada, absolutamente nada, em que eu pudesse me agarrar para fazer um elogio à história. Não negarei o mérito de sobrevivência ao tempo, o que vejamos e convenhamos, já e bastante coisa. Talvez, se eu considerar que o otimismo férreo de Cândido inspirou diversos autores, tais como George Orwell, Aldous Huxley e Machado de Assis, eu consiga imaginar o valor dessa narrativa, mas, sinceramente, essa história é a mais chata que já li esse ano.