1 de dez de 2014

O Servo dos Ossos - Anne Rice


"Nas montanhas, eu soube de tudo. A morte dela veio atras de mim vívida e carregada de sentido, através das palavras de outro,"
"Então eu sou Jonathan; eu sou o escriba; eu conto a história da forma como Arziel a contou."

Já cheguei a comentar o quanto eu amo as histórias de Anne Rice?

Esta em particular é contada por Jonathan, um professor universitário renomado que se isolou em sua cabana de inverno. Ele conta para nós como foi seu encontro com Arziel, um espírito aprisionado na Antiga Babilônia, um Servo dos Ossos, um fantasma amaldiçoado, condenado a servir a quem quer que possuísse seus ossos.

A narração de Anne Rice continua da maneira com que eu me lembrava: fluida, sombria e um tanto sensual. Mas teve uma coisa que eu definitivamente não gostei: em quase toda a primeira metade do livro, noventa por cento dos parágrafos são iniciados por travessão, e não estou falando de uma conversa anormalmente grande, é tudo Arziel contando o início de sua história. E eu realmente não gosto nada de interromper a leitura no meio de uma conversa (fico mais perdida que cega em tiroteio).

Em O Servo dos Ossos eu encontrei muito mais diálogo com As Crônicas Vampirescas (especialmente com Memnoch) do que em Violino. A temática mística é muito forte e o livro (os livros, na verdade) fazem uma discussão religiosa e ética bem legal. E também existem algumas coincidências bem interessantes entre  os dois personagens.

E é nessa história também que encontrei o vilão mais incrivelmente cruel que minha mente consegue se lembrar: Gregory Belkin é o líder de uma seita religiosa poderosa no mundo inteiro. Carismático, manipulador e megalomaníaco, ele arquiteta e coloca em execução um plano que resultará na morte de dois terços da humanidade em menos de menos de três dias. De todas as pessoas do mundo, apenas canadenses e americanos seriam salvos, e ele ressurgiria como o ungido, enviado por Deus para conduzir o novo mundo... E eu achando que o plano de Akasha (A Rainha dos Condenados)  era absurdo... ¬¬


2 comentários:

  1. Oi, flor!
    Adorei a sua resenha. Enquanto você adora a Anne Rice, acredita que nunca li nada dela? :O Sim, pode me bater… (rs).
    Quando vi que fez uma resenha sobre esse livro, me interessei em conferir porque não conheço os escritos da autora e porque o título me atraiu. Parece ser um livro interessante. Eu o leria, sabe? Mas não entendi se é parte de uma série ou apenas dialoga com elas, como comentou… Enfim, vou atrás de mais informações.

    Beijos, Luiza-flor!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    1. A história é em livro único Francine, eu é que encontrei pontos em comum. :)

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