29 de dez de 2015

Adeus a 2015


Nossa gente, dá para acreditar que já acabou?

Nesta última postagem do ano não quero fazer outra coisa além de agradecer a todos os que tem acompanhado este blog, seja por aqui ou pela página no facebook. Vocês não fazem ideia do quão feliz estou com Os Livros de Bela e do quanto, graças a vocês, ele cresceu este ano. Para se ter uma ideia, desde fevereiro, mês de criação deste projeto, já foram 1.018 curtidas. 1.018! Em pouco mais de 10 meses! É muita coisa minha gente! *-*

Isso sem falar na parceria com o Grupo Editorial Record, pouco mais de três meses depois da inauguração da page! Lembro-me que a cada recusa que recebia de uma editora ficava deprimida, via amigos blogueiros sendo aprovados, via meu blog sem uma média de visitação boa, ainda suspenso no anonimato, quando, de repente, eis que Os Livros de Bela é promovido à parceiro de algumas das minha editoras favoritas. *-*

E nossa, quantos livros bons passaram por aqui este ano! Difícil escolher títulos que ilustrem o quão boas foram as leituras deste ano. Foram 70 livros inéditos e outras tantas releituras. Conheci autores maravilhosos, muitos dos quais ganharam meu coração fácil fácil: Luize Velente, Eduardo Sporh, FML Pepper, Harper Lee, Liani Taylor, T. H. White, Ayn Rand e muitos outros que me fizeram descobrir histórias incríveis! J. K. Rowling, Sylvia Day e Anne Rice, minhas divas literárias, continuaram marcando presença entre as minhas leituras, e já são leituras garantidas para 2016.

Por falar em 2016, estou planejando muita coisa bacana para o próximo ano, tipo tomar vergonha na cara e aprender a mexer no aplicativo de sorteio, encomendar um layout bacana, e mais uma ou duas coisas que, por enquanto, prefiro não divulgar, mas que definitivamente será incrível! *-*

Esta será a última postagem do blog em 2015, mas não pensem que ficarei parada! Não não! A página continuará sendo atualizada, e já comecei a preparar as primeiras resenhas do ano que vem. ;)

Até a próxima amados leitores! :D

26 de dez de 2015

A Lei do Triunfo - Napoleon Hill


A Lei do Triunfo foi um dos raros livros que me fizeram chegar à beira de um surto somente pela possibilidade de poder lê-lo (existe uma outra palavra que descreve melhor minha reação, mas prefiro utilizar aqui uma expressão mais suave).

O motivo de tanta empolgação foi que o o tema deste livro está intimamente ligado ao Trabalho de Conclusão de Curso que apresentei ano passado. Nele, eu tinha por objetivo fazer uma ponte entre grandes empreendedores estadunidenses do século XIX com os de hoje utilizando-me das atitudes que são apontadas hoje ao chamado comportamento empreendedor

Pois bem, A Lei do Triunfo é o resultado de uma pesquisa encomendada por ninguém menos que Andrew Carnegie (magnata do aço industrial e, ainda hoje considerado o segundo homem mais rico de toda a história, e que, por sinal, foi uma personalidades que abordei em meu TCC).

Em mais de 20 anos de pesquisa, Hill entrevistou mais de 16.000 pessoas e, entre elas, os 500 milionários mais importantes da época. Lista esta que incluiu os outros dois personagens cujo trabalho pesquisei: Jonh J. Rockefeller (grande nome do setor petrolífero mundial e ainda hoje considerado o homem mais rico de todos os tempos, com uma fortuna avaliada em US$ 336 BIlhões de dólares), e Henry Ford (inventor e empreendedor do setor automobilístico estadunidense, fundador da Ford Motor Company e primeiro empresário do setor a aplicar a linha de montagem na produção de carros).

Desnecessário dizer que estou me sentindo como uma criança solta em uma loja de brinquedos.

O objetivo desta pesquisa foi descobrir, a partir de uma série de entrevistas feitas com homens e mulheres de diversos segmentos sociais e profissionais, se existem, ou não, características que levam à pessoa a triunfar (a palavra triunfo aqui pode ser empregada tanto no sentido de poder financeiro quanto no sentido de se ter um grande plano de vida realizado).

As entrevistas levaram a um resultado interessante: Sim, existem características que fazem uma pessoa triunfar. E elas podem ser resumidas em 16 atitudes, que, no livro, foram transformadas em 16 "lições": o Master Mind (um grupo limitado de pessoas unidas de maneira harmoniosa em prol de um único objetivo), o objetivo definido, a confiança em si mesmo, o hábito da econimoa, a iniciativa e liderança, a imaginação, o entusiasmo, o autocontrole, o hábito de fazer mais que a obrigação, uma personalidade atraente, o pensar com exatidão, a concentração, a cooperação, (lidar corretamente com) a derrota, a tolerância e a Regra de Ouro (fazer aos outros apenas aquilo que desejaríamos que os outros fizessem, se estivessem em nossa situação).

Em A Lei do triunfo, cada uma dessas características recebeu um capitulo próprio, onde é desenvolvida, comentada, exemplificada e, enfim, ensinada.

Parece ser mais do mesmo de outros livros do gênero, mas, ao contrário dos outros, achei este realmente instrutivo e muito mais completo. Fora que aqui, o "triunfo" não necessariamente é uma mega empresa bem sucedida, pode ser outra coisa, tipo a compra de uma casa, ou um cargo na empresa dos sonhos.

De todos os capítulos, os dois últimos, o da tolerância e o da Regra de Ouro) foram os que menos me prenderam, não pelas características em si, mas pelo excesso de ideias (a meu ver) utópicas a cerca do homem e da religião. 

Já com outros, a absorção de conteúdo é quase osmótica, de tão fácil que é o entendimento do conteúdo. Claro que ler é uma coisa, coloca em prática, no entanto, são outros quinhentos, mas, ainda assim, gostei bastante deste livro e não me arrependo de ter dedicado um mês inteiro a ele.

16 de dez de 2015

Lançamentos - Grupo Editorial Record

Bora conhecer alguns dos lançamentos do Grupo Editorial Record?


 A POEIRA DA GLÓRIA - Martim Vasques da Cunha

Na contramão da análise convencional da literatura brasileira,
Martim Vasques da Cunha ousa ao escrever o que estremeceu até mesmo o politicamente incorreto: em A poeira da glória, ele desmonta as teses sustentadas pela repetição da crítica, rechaça o estilo que falseia a sensibilidade moral e recoloca as ideias no 
lugar ao apontar como e quando a ideologia política envenenou a imaginação artística. Aos que pensavam que a crítica cultural no Brasil – mais que a simplesmente literária – havia encontrado “o fim da história” em Antonio Candido e seus discípulos, uma imensa surpresa: Martim recoloca todas as peças no tabuleiro, inclusive a de Candido.

Dono de um texto que convence o leitor por nocaute de argumentos, o ensaísta mostra em detalhes como o país foi 
brutalizado pela paranoia e mistificação a respeito de si mesmo, de tal maneira que se transformou em um grande “Carandiru intelectual”, o paraíso distópico onde a realidade brasileira gira em falso 

A RAINHA DO TRÁFICO - Arturo Pérez-Reverte

Teresa Mendonza nasceu em Culiacán, México. Pobre e com pouco estudo, foi estuprada e quase morta depois de o namorado, piloto de avião que trabalhava para o cartel local, ser assassinado pelo chefe do tráfico. A jovem então se vê forçada a fugir para a 

Espanha, onde seu instinto criminoso vem à tona. Lá, ela não tem escolha a não ser aceitar uma realidade impiedosa, na qual não há bem ou mal, e sim o reflexo de um universo cruel, em que matar, morrer, enganar e corromper faz parte do cotidiano.

Agora, a Mexicana, como é chamada no submundo do crime e pela imprensa, é a traficante mais poderosa da Espanha, dona de um império camuflado de transporte de drogas na Costa do Sol.

Uma história de corrupção, amor e intriga que nos revela o melhor e o pior que existe no ser humano. Pérez-Reverte cria um retrato perfeito do submundo do tráfico na Espanha mesclando fatos e ficção, sexo, drogas e violência, numa narrativa avassaladora.



ANTES QUE SEQUE - Marta Barcellos

As doze mulheres retratadas nos contos de Marta Barcellos se defrontam com uma mesma impossibilidade: a de engravidar e corresponder a uma figura maternal idealizada. Marta costura essas histórias com uma linguagem eficaz, ao mesmo tempo pungente e delicada, incitando o leitor, fascinando-o e conduzindo-o por contos que giram em torno da classe média alta e seus códigos; da promessa de felicidade que não se cumpre em padrões de consumo e aparências; da urgência e do mal-estar de se viver em uma sociedade de contrastes. Antes que seque nos surpreende com profundas reinvestigações do que pode ser o ato de contar um conto: inventivas releituras de uma forma aparentemente inesgotável.



DEMIAN - Hermann Hesse

Emil Sinclair é um jovem atormentado pela falta de respostas às suas questões sobre o mundo. Ao conhecer Max Demian, um colega de classe precoce e carismático, Sinclair se rebela contra a convenções de seu tempo e embarca em uma jornada de descobertas. Publicado originalmente em 1919, este clássico, considerado um divisor de águas na trajetória de Hermann Hesse, reflete os questionamentos do escritor alemão acerca da humana, com suas contradições e dualidades. Influenciado pelas ideias de Carl Jung, fundador da psicologia analítica, Hesse descreve o processo de busca do indivíduo pela realização interior e pelo autoconhecimento.



DILMÊS: O IDIOMA DA MULHER SAPIENS - Celso Arnaldo Araujo

Ao esmiuçar os mais estapafúrdios conceitos e raciocínios já formulados por uma figura pública brasileira, esta sátira política honra a melhor tradição do gênero com uma viagem ao centro do saara cerebral de Dilma Rousseff. Já em meados de 2009, no exato instante em que a funcionária pública mineira de origem búlgara começou a se apresentar aos brasileiros como presidenciável, era possível notar que havia algo de errado naquele discurso no qual palavras eram despejadas a esmo, sem dar liga a uma única ideia à altura do cargo que postulava. A partir dos discursos presidenciais transcritos na íntegra pelo Portal do Planalto, Celso Arnaldo Araujo, pioneiro na análise sintática e política da língua falada pela presidente da República, destrincha e documenta os verdadeiros espetáculos de comédia bufa protagonizados pela dramática inaptidão da oratória de Dilma.



EM BUSCA DO RIGOR E DA MISERICÓRDIA - Lobão

Projeto ambicioso do cantor e compositor Lobão, “Em busca do rigor e da misericórdia” é uma narrativa poético-político-musical sobre o processo de compor, tocar e gravar sozinho todas as canções do álbum homônimo ao livro. Quase cinco anos após o lançamento de sua autobiografia e depois do polêmico “Manifesto do nada na terra do nunca”, o artista relata com profundidade a trajetória criativa de sua nova obra enquanto revisita eventos, confusões e desafetos que contribuíram para a construção do repertório. O livro também reúne reflexões de Lobão sobre ideias, músicas, manias, amores, perdas, conquistas, e aborda com sensibilidade como ele construiu para si a carapaça de um personagem assustador por meio da qual pretendia se proteger. O artista relata como sua verve para o atrito e despertar paixões se aflorou, mas, em contrapartida, foi invadida por um inédito e explícito diapasão de doçura e amorosidade: “É libertador não ter medo de ser uma criatura querida, fofa e meiga”.

JOSÉ JUNIOR: NO FIM DA NAVALHA - Luis Erlanger

José Junior: No fio da navalha conta a história de José Pereira de Oliveira Junior, o Junior do AfroReggae, uma espécie de para- raios humano, capaz de atrair dezenas de outras histórias de vidas incríveis – boas e más – que se cruzam para formar a sua própria trajetória. De jovem briguento e metido em muitas confusões ao homem de imenso carisma e capacidade de liderança que fundou o AfroReggae, José Junior é reconhecido por sua luta em promover a inclusão e a justiça social por meio da difusão da arte, da cultura afro-brasileira e da educação de jovens moradores de favelas.

Sob o crivo jornalístico de Luis Erlanger – que conduziu com maestria mais de 24 horas de entrevistas –, Junior conta em detalhes episódios polêmicos de sua vida, alguns de conhecimento público e outros absolutamente inéditos. Revela desde os bastidores das mediações de conflitos com bandidos até os atentados contra a ONG em 2013. Fala também da infância, das várias tentativas de suicídio, do casamento de dezesseis anos e dos seis filhos. E mostra que, mais do que um projeto de inclusão social, o AfroReggae oferece um caminho capaz de reservar, através da arte e da educação, um futuro de segurança e possibilidade de sucesso para os jovens das camadas populares.

O PÁSSARO DO BOM SENHOR - James McBride

Henry Shackleford é um menino escravizado no território do Kansas em 1856. Uma das grandes figuras do momento é John Brown, lendário abolicionista que vê na insurreição armada o único caminho para a libertação. E, quando Brown chega ao Kansas, o garoto vê-se forçado a deixar a cidade na companhia do abolicionista, que o toma por uma menina.

O excêntrico Brown, então, apelida Henry de “Cebola”, adotando-
o como seu amuleto, e o jovem, de modo a permanecer vivo, oculta sua verdadeira identidade. A pequena Cebola pode contar apenas com a própria engenhosidade para sobreviver à violência crescente entre Brown, com o apoio de seu exército esfarrapado, e os senhores de escravos, antes do lendário ataque a Harpers Ferry, onde a história norte-americana tomará novos rumos.

Uma narrativa arrebatadora, descrita pela voz de um ancião que rememora sua infância, O Pássaro do Bom Senhor fará o leitor rir e pensar. É uma aventura envolvente, contada a partir do olhar meticuloso para personagens e detalhes característico de McBride.



ESPERE A PRIMAVERA, BANDINI - John Fante

Primeiro romance de John Fante, publicado originalmente nos Estados Unidos, em 1938, este livro narra as histórias de Arturo Bandini, alter ego do autor internacionalmente conhecido pelo best seller Pergunte ao pó. Bandini, filho de imigrantes italianos, acompanha o sofrimento dos pais, que estão separados e não conseguem se entender, enquanto tenta lidar com seus próprios dilemas na escola e com os irmãos, no congelante estado do Colorado. Comovente e engraçado, o livro nos mostra o olhar cortante, sensível e sarcástico de um dos personagens mais icônicos da literatura norte-americana.



UM PROJETO DE DEMOCRACIA - David Graeber

Um projeto de democracia conta a história da resistência do espírito democrático e da adaptabilidade do conceito de democracia, e faz uma defesa apaixonada da ideia de que a democracia radical é, mais do que nunca, nossa melhor esperança.

Em setembro de 2012, com o movimento Occupy Wall Street, que abalou o centro financeiro de Nova York, surgiram centenas de fóruns políticos, nos quais os norte-americanos comuns podiam falar sobre suas preocupações e seus problemas reais, sem necessariamente se basear no discurso dos comentaristas políticos. Com isso, além de de os participantes do Occupy levarem aos políticos demandas e propostas específicas, deram uma amostra do que a verdadeira democracia pode ser, gerando uma crise de legitimidade em todo o sistema.

Neste livro, David Graeber, autor de Debt e um dos intelectuais e ativistas mais influentes de sua geração, conduz o leitor a uma jornada pela ideia de democracia, reorientando provocativamente nossa compreensão a respeito de grandes momentos históricos, dos quais extrai lições para os dias atuais. Diante da concentração cada vez maior da riqueza e do poder, uma democracia reenergizada e reconcebida, baseada no consenso, na igualdade e na ampla participação, ainda pode oferecer a sociedade justa, livre e igualitária que queremos.

13 de dez de 2015

Príncipe Lestat - Anne Rice



Apenas digo que nem a dengue foi capaz de impedir que eu saísse de casa para pegar esta nova aventura do Príncipe Moleque. Meus pés estavam dormentes, eu me sentia dopada e um tanto febril, mas fiquei tão feliz quanto uma criança solta em um parque de diversões. <3 

Para entender um pouco o que está acontecendo aqui, é preciso voltar para a história de A rainha dos Condenados: Akasha destronada de seu posto de rainha e o Cerne Sagrado, a força que anima todos os vampiros do mundo, transferido para uma das bruxas/vampiras gêmeas. 

Anos (décadas na verdade) se passaram desde que Lestat foi consorte da Rainha dos Vampiros, tempo o suficiente para que outras crônicas, com outras aventuras vampirescas fossem publicadas. Anos que modificaram Lestat e a todos os vampiros do mundo. Anos que permitiram que a população vampírica se multiplicassem em todos os cantos do mundo. Anos despertaram uma força até então desconhecida para todos os vampiros. 

Não se sabe de onde a "Voz" vem, ou de quem ela emana, mas sabe-se que ela prega a destruição dos vampiros novatos a todos àqueles que possuem o Dom do Fogo, e sabe-se ainda, que ao redor de todo o mundo, covis e refúgios estão sendo queimados e que vampiros novatos e antigos estão sendo exterminados. 

A história de Príncipe Lestat é, basicamente, como vampiros de várias partes do mundo (e de várias gerações) estão lidando com as coisas pregadas por essa Voz. Vários vampiros surgem para nos narrar acontecimentos que, de uma maneira ou de outra, estão relacionados com esse perigo que surgiu no mundo vampírico, e não estou falando somente de personagens que se tornaram conhecidos pelas crônicas anteriores. Novos vampiros se juntam à narração, seres centenários ou mesmo milenares que sobreviveram às eras e às queimadas promovidas pela Mãe surgem e nos contam um pouco de seu passado, de seu presente e de seu papel dentro desse mistério promovido pela Voz. 

E essas não as únicas novidades, além dos vampiros antigos, a história de Lestat também sofre uma expansão, e passamos a conhecer coisas que não nos foram contados em crônicas anteriores, e o melhor de tudo: não houve contradições com as histórias das crônicas. 

E, só para constar, eu quase tive um treco em vários momentos deste livro. 

Gostei muito de rever alguns personagens e senti falta de outros. Adorei o rumo que a história deste livro tomou e, para falar a verdade, não esperava menos de Lestat. Ele queria ser amado por todos não queria? Pois bem, ele conseguiu. 

Uma coisa que não gostei tanto foi que me pareceu que, dessa vez, o final desta crônica significou também o final de toda a jornada iniciada com Entrevista com Vampiro. Fiquei com a impressão de que houve uma despedida e o fato do livro ter terminado como Louis, o vampiro que ousou revelar sua história para um mortal, só reforçou essa sensação.

6 de dez de 2015

Sorteio #14 - Natal Premiado


Natal é época de fartura, logo todos estarão de férias, então nada melhorar do que comemorar com um super sorteio recheado de prêmios, por isso, alguns blogs muito legais e a  Sal da Terra se reuniram para vê-los feliz!

Como sabemos que muitos irão viajar durante as festas de final de ano decidimos que o sorteio irá até janeiro, assim todos poderão participar e não perderão os prêmios por não responderem nossos e-mails a tempo.

Regras:

? O formulário deverá ser preenchido corretamente, caso contrário acarretará na exclusão do participante. 
? As capas dos livros podem sofrer variações conforme a edição disponível no momento.
? Os dados dos ganhadores serão solicitados por e-mail e os mesmo terão 5 dias para responder, caso contrário o sorteio será refeito
? Os prêmios serão enviados em até 60 dias após o recebimento dos dados dos ganhadores. 
?  Não nos responsabilizamos por problemas ocasionados pelos Correios. 
?  Cada envolvido  se responsabiliza apenas pelo prêmio oferecido por ele. 
?  Os ganhadores deverão ter endereço de entrega no Brasil.
?  O sorteio encerrará no dia 09/01 e o resultado sairá neste mesmo post em até 8 dias.


4 de dez de 2015

As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica (Vol. 03) - Gustav Schwab


O terceiro e último volume da coleção é dedicado às versões romanceadas, isto é, em prosa, de dois famosos épicos da literatura clássica: Odisseia, poema escrito por Homero (séc. VII a.C) com cerca de 12.000 versos que celebra a gaga de retorno do herói grego Odisseu à ilha de Ítaca, e Eneida, composta por Virgílio (70-19 a.C), que narra a fuga do herói troiano Eneias e sua saga em direção à terra onde, segundo os deuses, ele e o restante dos fugitivos de Troia poderão reerguer um novo reino.

Achei curioso que na Eneida, os deuses gregos passam a ser nomeados de acordo com a tradição romana. Não atoa, o reino fundado por Eneias será o alicerce para o império romano.

Em relação ao volume dedicado à Guerra de Troia, este foi muito mais fácil de acompanhar (querelas divinas fazem minha cabeça doer pelo excesso de informação). A familiaridade com a história de Odisseu também ajudou bastante na hora da leitura (embora deva confessar que não me lembro de bulhufas sobre qual era a adaptação em questão).

No geral, estou bem feliz com a coleção. O primeiro volume, o de metamorfoses e outros mitos menores continuou sendo meu preferido, mas os outros dois não ficaram muito atrás. 

30 de nov de 2015

O Amante Japonês - Isabel Allende


Curioso perceber que minha parceria com o Grupo Editorial Record me levou, novamente, a uma história cujo em cujo centro estão duas mulheres que, compartilham um lugar em comum. Neste caso, o lugar comum é o asilo Lark House, em São Francisco.

Irina Bazili é uma cuidadora de idosos zelosa em seu ofício, sempre cuidado dos residentes como se cuidasse de sua avós que ela deixou para na Moldávia. No asilo, ela tem o que há muito tem procurado para si: um trabalho que a aproxima de pessoas amadas e um lugar onde ela pode trabalhar sem que lhe façam perguntas sobre seu passado.

Após um curioso caso com um dos velhinhos residentes, Alma Belasco, uma senhora reservada, lúcida, e que propositalmente se mantem distante de todo os outros residentes, a contrata como sua secretária particular. 

Junto com Seth, neto de Alma, Irina começa a descobrir o passado de Alma Mendel, uma menina de origem polonesa mandada à América pelos pais na esperança de que a filha escapasse do horror nazista indo morar com os tios em São Francisco, e que conhece o amor com Ichimei Fukuda, o filho mais novo do jardineiro da família.

A narrativa desde livro é bem suave, e os capítulos, intitulados de acordo com o que será abordo (que pode ser um personagem, um lugar, um objeto ou um sentimento) ajudam, e muito, a reforçar essa suavidade. 

A autora foi econômica com as palavras a ponto de não cometer excessos e conseguiu contar o que se propôs a contar sem ser abstrata demais, arriscando jogar as protagonistas em um romantismo exagerado, e nem seca demais a ponto de Alma e de Irina parecerem alheias demais às questões do coração.

Faço aqui uma ressalva à tradução e à revisão deste livro: algumas passagens, trechos de uma ou duas linhas encontradas uma duas ou três vezes no livro todo, ficaram bastante confusas e sem nenhum sentido. Esses pequenos trechos não tiraram a beleza do livro, mas arranharam o que poderia ter sido um excelente trabalho da editora.

27 de nov de 2015

Possuída - Sylvia Day


Sapphire é a concubina preferia do rei de Sari. Suas habilidades, e a paixão que o rei nutrem por ela, no entanto, despertam a ira e o ciúme de Brenna, a gélida rainha de Sari. Com a esperança de tirá-la de seu caminho e, ao mesmo tempo, voltar a ter o coração de seu marido, Brenna decide afastar a concubina de seu palácio, libertando-a de seu contrato para com o rei.

Ao ser libertada com todas as honras que sua posição de "preferida do rei", Sapphire ganhou um enorme prestígio como concubina, um palacete luxuoso e vários criados leais. Um deles, no entanto, de criado não tem nem um fio de cabelo: Wulfric é o príncipe herdeiro de D'Ashier, o mais poderoso oponente do reino de Sari.

Torturado e capturado, a primeira coisa que Wulfric viu quando abriu os olhos foi a bela Sapphire. A atração entre os dois foi claramente intensa, e ele soube, assim que pôs seus olhos sobre ela, que ele a queria em sua cama, nem que fosse por uma noite. Os dois sabem que a ameaça de guerra entre os Impérios e o amor quase doentio que o rei de Sari sente por ela tornam um futuro em comum impossível, mas igualmente impossível é lutar contra o desejo intensa que cresce entre eles.

Mais uma vez, recorri à Sylvia Day para me recuperar de uma ressaca literária e, como não poderia ser diferente, não saí decepcionada. Adorei a história de Possuída não apenas pelo casal protagonista, mas também pelo mundo (pelos mundos, na verdade) que foi criado para servir de cenário para esta história: um  planeta exótico que mescla quase perfeitamente a tecnologia avançada com a busca humana por conforto e prazer.

Gostei bem mais de Wulfric do que de St. John, mas nenhum dos dois ainda chegou perto do incontrolável Gerard (e, sinceramente, vai ser difícil superá-lo <3)

24 de nov de 2015

O Duelo Dos Reis - Joe Abercrombie


O terceiro e último livro da trilogia A Primeira Lei foi lido com uma mistura de alívio e de frustração. Alívio por ter conseguido terminar uma série que me propus a terminar este ano, me deixando livre para que eu possa iniciar outra. Mas foi frustrante por que, bem, eu esperava um pouco mais da finalização.

O cenário de O Duelo dos Reis é de Guerra. De Norte ao Sul do Círculo do Mundo, os homens lutam para manter ou conquistar cidades: no Sul, os Gurkenses reconquistaram Dagoska e dizimaram mais da metade da cidade (a metade que sobreviveu ao certo narrado no Antes da Forca). No Norte, o grupo de Logen Nove Dedos está, junto com o exército da União, em guerra contra Bethold e seus Carls. Na Terra do Meio, onde Jezal dan Luthat, quem diria, ascendeu a uma posição deveras surpreendente, a guerra é travada internamente, com as intrigas inerentes ao governo, e externamente, com um imenso exército Gurkense marchando em direção ao Agrionte.

Assim como nos outros livros, as narrações são alternadas entre diferentes personagens, mas diferentemente dos outros, cada parte é mais rápida e, muitas vezes, os mesmos acontecimentos são vistos por óticas diferentes. Acho que esse recurso foi usado para tentar dar mais agilidade e velocidade à narração, mas, apesar de ter lido O Duelo dos Reis mais rápido que os outros volumes, esta continuou um tanto lenta demais para o meu gosto. E, vejamos e convenhamos, as margens estreitas e as letras pequenas não ajudaram muita coisa.

Meu problema com este livro foi que praticamente todas as suspeitas que começaram no livro anterior se confirmaram, e acabaram acontecendo, o que acabou com o elemento surpresa que eu tanto adoro em uma série fantástica. Talvez por ler fantasias demais, acabei vendo o rumo de algumas coisas antes de elas acontecerem e fiquei um tanto triste por não ter sido surpreendida.

21 de nov de 2015

Destinada - P. C. Cast


De volta à Morada da Noite de Tulsa, o extraordinário aconteceu: Nyx, a deusa da noite e dos vampiros, deu seu perdão a Reaven Mocker Rephaim e o abençoou com a forma humana durante a noite. A volta às aulas de Zoey e de sua "horda de nerds", no entanto, se mostrou turbulenta, pois não apenas Dragon não aceitou que o filho de Kalona frequentasse suas aulas, como Neferet, só para variar, piorou as coisas trazendo os novatos vermelhos liderador por Dallas para dentro da escola.

E ainda há o belo, misterioso (e perigoso) Aurox, um adolescente criado por Neferet (e pelo mal ancestral que toma forma de um touro branco), e incluído na Morada da Noite para obedecê-la. O estranho aqui é que Zoey desperta nele coisas que ele nãp sabia que podia sentir. E para a Grande Sacerdotisa Novata, há algo de muito humano, e de muito familiar nesse garoto.

Gostei de Destinada por vários motivos. O primeiro deles foi que, mais do que nos dois últimos livros, a "horda de nerds" voltou a ser a "horda de nerds" dos primeiros volumes, o que me proporcionou vários momentos de gargalhadas para lá de sonoras.

O segundo motivo, que está muito relacionado ao primeiro, foi que, com a "horda de nerds", as referencias ao meu amado mundo nerd voltaram, e teve direito à Harry Potter, Star Trek e Senhor dos Aneis (três das coisas nerds que eu mais amo nesse mundo).

Por ultimo, mas não menos importante, tem Aurox, que apesar das bizarrices, participou de todas (ou de praticamente todas) as cenas fofas deste livro. Houveram outras com Rephaim, e uma particularmente inesperada envolvendo Kalona, mas Aurox ganhou meu coração (assim como ganhou meu coração em encarnações passadas).

House of Night, mais uma vez, se firmou como uma de minhas séries favoritas, e Destinada ganhou meu coração muito antes da página 200.

18 de nov de 2015

Sorteio #13 - Promoção de Aniversário do Blog Brooke Bells



 Válida de 18 de novembro até 18 de dezembro!  
         
              Olá, leitores. Esse é um post muito especial e quem irá sair ganhando são vocês! No dia 10 de dezembro o blog Brooke Bells completa 1 ano de existência e pensando em uma maneira de presentear o maior número de leitores vários blogs se uniram para fazer uma mega promoção de aniversário. São 9 kits e portanto 9 ganhadores, cada blog é responsável pelo envio do livro após o encerramento do sorteio e possuí um prazo para envio, todos os detalhes estão no final do post. Tenho certeza que o que vocês querem saber são os prêmios, certo? Então confira, participe e não se esqueça de chamar os amigos para participar também!

16 de nov de 2015

Filhos do Éden: Paraíso Perdido - Eduardo Spohr


Soube, assim que vi o anuncio da pré-venda de Paraíso Perdido, que não conseguiria esperar um minuto sequer para lê-lo (tanto é que o passei a frente de vários livros que estão encalhados na minha pilha de "para serem lidos"). E, falando sério, a leitura valeu cada segundo.

(Se você é do tipo que detesta spoilers, sugiro que pare aqui.)

Kaira, Ukarin e Ismael, em sua busca por Denyel, acaram presos em uma cidade lendária e forçados a lutar contra ecaloths. A contenda resultou na destruição da cidade e os três anjos caíram no rio Oceanus, cujas águas interligam, pelo que entendi, todos os mundos.

É assim que Kaira e Ukarin chagam a Asgard, o lar das Valkírias e de todo o panteão nórdico. E é lá que, para a minha total alegria, está Denyel. A regressão do coro à Haled, no entanto, esbarra em um problema: Bifrost, a ponte que conecta a terra dos deuses à Midgard está sob domínio dos inimigos de Odin e de Thor.

Resolvida a primeira contenda, a missão de Kaira, isto é, encontrar e matar Metratron, é retomada. Aliados inesperados (e improváveis até) se juntam à causa e, quando a derradeira batalha é iniciada, mano, sai de perto, porque épico chega a ser eufemismo perto da coisa toda.

Novamente, temos algumas frentes distintas de narração: uma acompanha a jornada de Kaira, outra mostra a jornada de outros dois anjos, Ablon e Ishtar em sua missão de prender (ou matar) Metratron, muito antes do segundo cataclisma e do dilúvio que quase destruíram os homens. Foi Ablon que prendeu O Primeiro Anjo no Cárcere do Medo, de onde ele escapou no primeiro livro desta trilogia. Há ainda uma frente de narração que acompanha o próprio Metratron, embora essas sejam uma parte bem pequena do livro.

Achei curioso que, várias partes de Paraíso Perdi são difíceis de gravar. Cetras partes possuem tanta informação que reter alguma coisa se torna uma tarefa complicada, quase como se alguém nos desses essas informações para, em seguida, apagá-las de nossa memória. O mais curioso ainda, é que volte e meia surge algo que te faz lembrar destas informações perdidas. Me pareceu até ser efeito do encontro com um certo arcanjo que se separou de seus irmãos celestes para guardar as portas do terceiro céu, onde descansam a alma dos justos.

Paraíso Perdido encerrou a trilogia com chave de ouro, e apenas reforçou meu carinho e meu favoritismo por Eduardo Spohr. <3

7 de nov de 2015

Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling


Lançado em 2003, o quinto título da série Harry Potter é um dos livros que eu mais amo e um dos filmes que eu menos gosto no mundo inteiro.

As férias de Hogwarts sempre foram torturantes, mas agora que Voldemort retornara, o dia a dia de Harry tem sido ainda mais insuportáveis. Ao contrário do que ele imaginava, não há absolutamente nenhuma informação sobre o retorno do Lord das Trevas, e o silêncio também contagiou seus amigos, que passaram as férias inteiras sem lhe mandarem absolutamente nenhuma noticia.

Mas então o impensável acontece: dementadores aparecem no bairro trouxa e por pouco não deram um simpático beijinho em Duda. De uma hora para outra, quatro corujas aparecem na casa dos Dursley, a mais intrigantes delas, no entanto, é para Petúnia, tia de Harry.

Quando finalmente um grupo de bruxos o busca na Rua dos Alfeneiros, Harry é levado para a sede da Ordem da Fênix, um grupo de bruxos que se organizaram, sob a liderança de Dumbledore para combater o Lord das Trevas.

Muitas coisas ficam muito estranhas neste livro, uma delas é o tratamento um tanto distante com que Dumbledore passa a tratar Harry, e outra ão os estranhos sonhos do menino com corredores escuros e os formigamentos (e dores) na cicatriz que Voldemort deixara em Harry.

Mas essas coisas são, obviamente, apenas uma parte ínfima da história.

É neste livro que a autora arremata vários nós e responde a várias perguntas que, até então ficaram sem resposta (e é este o ponto que me fez odiar tanto o filme: eles cortaram, justamente, a parte em que a história toda ganhava algum sentido. O quinto filme foi o ultimo que vi da série). 

Ainda estou me perguntando porquê enrolei tanto para reler este livro. A narração da J. K. é maravilhosa e, não importa se você leu o livro, você vai rir, odiar, sentir raiva, gargalhar, chorar, quase da mesma maneira que faria caso estivesse lendo pela primeira vez.

4 de nov de 2015

Sorteio #12 - Aniversário dos Blogs Reino da Loucura e Meu Passatempo Blábláblá


Photo Base: Blog Não Provoque

Ei amores, tudo bem?
Novembro é um mês mega especial, pois é comemorado o primeiro ano do blog Reino da Loucura e o terceiro do blog Meu Passatempo BláBláBlá. Antes de tudo queremos agradecer a todos que acompanham os blogs e fazem dos nossos dias mais felizes. Obrigada mesmo! <3

E para comemorar, vamos fazer um super sorteio com a colaboração dos blogs Amo Livros e Filmes, Os Livros de Bela, Memórias Literárias e Ler Para Divertir. Não deixem de participar e junte-se a nós nessa festa!

Regras para participação
 Para se inscrever é necessário preencher corretamente a entrada obrigatória no formulário do Rafflecopter. As demais entradas são opcionais, mas lembre-se: quanto mais entradas preencher, mais chances de ganhar;
 Residir ou ter endereço de entrega em território nacional;
 O sorteio vale de 03/11 até 06/12 e o resultado será divulgado em no máximo 5 dias após o término das inscrições neste mesmo post;
 O prazo de envio dos prêmios será de 60 dias após a divulgação do resultado;
 Cada blog é responsável pelo envio do seu respectivo prêmio, ou seja, os prêmios chegarão individualmente e em prazos diferentes;
 Serão dois ganhadores e cada um receberá um e-mail e terá 3 dias para entrar em contato. Caso não haja o contato dentro desse prazo faremos um novo sorteio; 

 Não nos responsabilizamos por extravio dos correios e/ou endereços incorretos

 Não serão aceitos perfis promocionais.

31 de out de 2015

Noite do Oráculo - Paul Auster


Sidney Orr é um escritor relativamente bem sucedido que, após passar meses no hospital por causa de um acidente, está conquistar alguma normalidade em sua vida.

Até mesmo sua carreira literária, até então estagnada por causa de sua convalescença, é retomada quando Sidney adquire um misterioso caderno azul fabricado em Portugal. Escrevendo com surpreendente espontaneidade e vigor, ele esboça a história de Nick Bowen, um editor que larga sua vida em Nova York após quase ser atingido por uma estátua que despencou de um prédio.

Estranho porém, é quando Sidney percebe que sua ficção volte e meia se faz presente em sua realidade, seja por meio de palavras ditas e ouvidas ao acaso, seja por notícias de jornal, ou mesmo pela crise conjugal vividas por autor e personagem.

A história toda é um jogo de perspectivas bem interessante: a ficção de Auster se torna a realidade de Orr, que por sua vez, escreve sobre o fictício Bowen que, em sua realidade, possui uma relação profunda com um livro fictício chamado Noite do Oráculo.

Estranho pensar que comecei a leitura deste livro pensando se tratar de uma história sem graça (a sonolência que sempre vinha depois de vinte páginas quase me fez desistir para iniciar alguma coisa mais estimulante), mas depois de uma noite muito bem dormida (e de uma manhã sem trabalho) descobri o quanto estava enganada.

Noite do Oráculo é um livro incrível que, além de uma história muito bem construída, mostrou várias ferramentas que um autor pode usar para trabalhar seu objetivo. No caso deste livro, além da ficção dentro da ficção (a história de Bowen dentro da história de Orr), Auster trabalhou com notas de rodapé (algumas bem extensas por sinal) como que para corroborar que Sidney é um ser real, e não fictício. 

Publicado originalmente em 2004, Noite do Oráculo foi o décimo segundo romance do autor e marcou meu primeiro mês como assinante do TAG - Experiencias Literárias.

27 de out de 2015

As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica (Vol. 02) - Gustav Schwab


Minha paixão por esta coleção foi tão forte que não consegui esperar pelo catálogo e o comprei na Livraria Cultura por um ótimo preço. Fiquei totalmente chocada quando o vi no catálogo do mês, mas fiquei super agradecida também, pois pude pegar um outro livro que fez meu coração bater forte. <3

Este segundo volume da coleção As mais belas histórias da Antiguidade Clássica volta-se para os mitos de Troia, desde sua construção até seu declínio após a guerra contra os gregos, assim como os destinos dos descendentes de Agamémnon, que encerram a linhagem dos tantálidas.

Reunindo as histórias míticas acerta do embate causado pelo rapto da bela grega Helena, Gustav Schwuab colocou-as em ordem cronológica a partir de desvios encontrados na Ilíada de Homero (escrita por volta de 750 a.C) e as reuniu com histórias encontradas em tragédias gregas que remontam ao século cinco a.C.

Se no primeiro volume eu achava que o ruim dos gregos eram os deuses, neste eu tive certeza: um mais instável que o outro, um mais invejoso que o outro, e todos eles querendo ver a coisa toda pegar fogo (às vezes literalmente falando). Talvez tenha sido por causa de tantas interferências divinas que algumas partes da histórias ficaram um tanto entediantes (mas nem por isso menos ricas em miticismo).

A Guerra de Troia não é um assunto que me enche muito os olhos, gostos das histórias mais curtas, tipo as de transformações, mas, ainda assim, gostei bastante da leitura.

22 de out de 2015

O Próximo da Fila - Henrique Rodrigues


O ano é 1990. Aqui no Brasil, a recessão econômica mina cada vez mais o poder aquisitivo dos trabalhadores, mas essa não é a realidade do narrador-personagem. Ao menos não até o pai morrer. Nesse momento, ele, a mãe e o irmão precisam sair da casa em que sempre viveram, vender móveis e o automóvel da família para morarem em um lugar mais em conta.

A escola particular em que estudava teve que ser substituída pela escola pública e ele, que sempre pode ter dedicação exclusiva aos estudos, precisou começar a trabalhar para ajudar a manter a família na quitinete que agora eles chamam de lar.

No prólogo, descobrimos que esse garoto hoje é jornalista e escritor, e está em seu horário de almoço escrevendo sua história (ou parte dela) nos guardanapos disponíveis na mesa da lanchonete em que está almoçando.

É um tanto difícil explicar o que senti lendo este livro: por um lado, o adulto está cansado da vida que tem, cansado do rumo que sua vida seguiu. Do outro, o jovem, sem muitas perspectivas para o futuro, é obrigado a amadurecer rápido demais e a conviver com duas grandes peças pregadas pelo destino.

No meio disso tudo, temos a rotina de uma lanchonete fast-food contada em suas minucias, assim  como as consequências das interações entre funcionários e entre funcionários e chefias em um período bastante conturbado da história do Brasil.

Não há travessões indicando as falas, mas estas são tão claras que, a bem da verdade, os indicativos se tornam desnecessários.

Este livro me surpreendeu por vários motivos e em vários momentos que fiquei bem contente por ter tido a oportunidade de lê-lo.

19 de out de 2015

Lançamentos - Grupo Editorial Record

Eles passam meses sem nos enviar as news. Em compensação, quando mandam vem um  monte de uma vez. Tive que deixar um monte fora do pedido do mês. :'(

Paisagem Brasileira - Lya Luft
O Brasil está em crise. A cada dia os noticiários trazem um novo escândalo na política, na economia, na educação, na segurança, na saúde. E o povo brasileiro espera por mudanças. Hoje mais do que nunca. Precisamos acreditar num amanhã melhor. Esse é o mote de Paisagem brasileira, um ensaio literário-político em que Lya Luft explora os fundamentos da democracia para expor sua perplexidade ante o panorama do país.
Cronista perspicaz, Lya descreve o livro como um comentário despretensioso de uma brasileira que não é perita no assunto, mas tece um olhar sobre o que nos acontece. Dividido em quatro partes – Amor e dor, Os fundamentos, A paisagem e Sem ilusões –, Paisagem brasileira é composto pelo encadeamento de pequenas reflexões intercaladas pelo desejo otimista de uma solução.

Acostumada a jogar com as palavras e com personagens, a sondar o insondável, Lya não se poupou, nem teve medo de revelar sua opinião. De linguagem simples e coloquial, o livro é uma conversa direta com o leitor e apresenta o olhar de quem se perde nessa paisagem confusa e instável, cheia de contradições e com destino incerto. Lê-lo é encontrar certa poesia na esperança de um país melhor. (Skoob)


A Garota Sem Nome - Marina Chapman
Em 1954, em um vilarejo remoto da América do Sul, uma menina de 4 anos foi sequestrada e abandonada no coração da floresta tropical colombiana. Sozinha e com medo, agarrou-se à única companhia que encontrara: um grupo de macacos que a acolheu em sua família. Em um relato comovente, Chapman revela os detalhes do período ao longo do qual foi pouco a pouco se tornando feroz. O que ela não sabia, no entanto, é que o seu maior teste de sobrevivência não seria na selva.
Depois de anos na floresta, Chapman, já com 10 anos, foi capturada por caçadores e devolvida à civilização. Vendida para um bordel, seria escravizada e espancada diariamente, até escapar – para viver a perigosa rotina de uma criança de rua, e depois a de prisioneira dentro da casa de uma família mafiosa colombiana. Mas havia uma esperança...
A garota sem nome narra esta incrível história de sobrevivência e perseverança — uma demonstração do verdadeiro significado de “humano” e do que nos conecta às pessoas. (Skoob)



Os Machões Dançaram - Xico Sá
Depois de Modos de macho & modinhas de fêmea (2003) e Chabadabadá – aventuras e desventuras do macho perdido e da fêmea que se acha (2010), Xico Sá completa sua trilogia de crônicas que revelam as mudanças de comportamento nas relações entre homens e mulheres do final do século XX até hoje. Os machões dançaram – crônicas de amor & sexo em tempos de homens vacilões apresenta uma galeria de personagens que ilustram as grandes transformações do homem. Do macho-jurubeba – como o autor define o cara à moda antiga – aos sensíveis macunaemos – garotos que têm a preguiça sentimental de um Macunaíma e a choradeira de um roqueiro estilo emo. A fase alfa do macho e o metrossexualismo também são alvos da escrita picaresca desta edição. Em sua narrativa sobre a tragicomédia dos relacionamentos, Xico Sá entrega os segredos masculinos do cotidiano dos botequins sem esquecer a devoção permanente pelas mulheres, traço que tem marcado a sua escrita como um dos principais cronistas do país. (Skoob)



Antônio: O Primeiro Dia da Morte de um Homem - Domingos de Oliveira
Em seu primeiro romance, Antônio: o primeiro dia da morte de um homem, Domingos Oliveira, com estilo próprio, constrói uma narrativa de entrega e liberdade. Professor, roteirista, escritor frustrado, homem que já não é garoto, Antônio é um protagonista inesquecível, e nas páginas do romance faz o que todo personagem deveria fazer: vive. Ele ama, sofre com o término de um longo casamento, apaixona-se por Manuela e Nádia – vértices de um delicioso triângulo amoroso –, escreve, luta por reconhecimento, tudo isso observado pelo espectro do amigo Eduardo, recém-falecido, que não se furta a emitir opiniões e tentar interferir nas decisões de Antônio.
Antônio é um livro que, se carrega muito da dramaturgia de Domingos, é literatura de primeira, um livro que nasce clássico. (Skoob)





História da Chuva - Carlos Henrique Schroder
As enchentes de novembro de 2008, que deixaram uma série de cidades de Santa Catarina em estado de calamidade pública, dão início ao novo romance de Carlos Henrique Schroeder, História da Chuva. O leitor é conduzido por um legado de perdas, mas também é apresentado ao mundo das artes cênicas, ao envelhecer e à arte. O livro investiga a intrincada relação de Arthur e Lauro: amigos, parceiros profissionais e diretores do Gefa (Grupo Extemporâneo de Formas Animadas), especializado em teatro de animação. A narrativa começa num ponto crítico da vida de Lauro: recém-divorciado e atordoado pela ausência de Arthur, ele procura um sentido para a existência das suas memórias.
A obra é narrada por um alter ego do autor, que tenta, ao criar um perfil de Arthur, descobrir o quanto o teatro e a arte ainda fazem sentido para sua existência. Brilhantemente criada, a literatura de Schroeder tem disso: é recheada de elementos reais e ficcionais que jogam com o leitor provando que não há limite entre o palco e o mundo. Não é à toa que História da chuva foi contemplado com a Bolsa de Criação Literária do Programa Petrobrás Cultural 2012. (Skoob)



Luxúria - Fernando Bonassi
Quando Fernando Bonassi terminou de escrever Luxúria, a ascensão da nova classe C parecia anunciar um futuro de plena prosperidade no Brasil e a crise do abastecimento de água nas metrópoles do país soaria como ficção. Agora, no entanto, esta fábula contemporânea, sobre uma família comum, com ambições comuns, mas cujas escolhas aos poucos a leva a um cenário apocalíptico, parece anunciar os impasses desse Brasil em que progresso significa consumo.
Inebriados pelo crédito fácil neste “momento histórico de prosperidade”, como alardeiam as propagandas do governo, a família de um metalúrgico – que mora em uma casa financiada, com carro financiado e eletrodomésticos financiados – decide construir uma piscina no quintal de casa. Porém, como afirma um dos personagens, “Há tempos a água não significa pureza: é a mãe de todas as guerras”, e essa decisão aparentemente banal vai expor as bases instáveis em que se assenta a normalidade da classe média, num equilíbrio fraco entre a pobreza e o bem-estar, entre a família feliz e a tragédia. (Skoob)






Jan Karski - Yannick Haenel
Varsóvia, 1942. Jan Karski, mensageiro da Resistência polonesa, é levado por dois líderes do movimento judaico para visitar o Gueto de Varsóvia. Sua missão: relatar ao mundo livre as atrocidades que ali ocorrem. No entanto, ninguém parece ouvir. Grandes homens como Felix Frankfurter, juiz judeu da Suprema Corte dos Estados Unidos, e o presidente Roosevelt subestimam o que posteriormente será conhecido como Holocausto.
Neste híbrido de relato histórico e ficção, Yannick Haenel utiliza elementos biográficos e documentais para reconstituir a saga do polonês que enfrentou a pior das torturas: falar e não ser ouvido. (Skoob)







Sem tetas Não Há Paraíso - Gustavo Bolívar Moreno
Catalina tem 14 anos e leva uma vida difícil em Pereira, na Colômbia. Sua melhor perspectiva para o futuro é se casar com o namorado, Albeiro, e construir uma vida simples. Mas não é o suficiente para ela. A felicidade é sinônimo de carros imponentes, imóveis majestosos, roupas de grife, perfumes caros, joias.
E o primeiro passo para conseguir tudo isso é colocar próteses de silicone. Afinal, Catalina é muito bonita, mas, por experiência própria, quando o assunto é sexo, peitos são o que os homens realmente querem. E os homens em questão são os traficantes de drogas colombianos. Assim, Catalina se vê em um ciclo vicioso: precisa do dinheiro de um traficante para a cirurgia, mas, ao mesmo tempo, só conseguirá chamar atenção de um deles quando tiver seios fartos. Determinada a encontrar um meio de obtê-los, ela é obrigada a enfrentar uma longa, violenta, exaustiva e, muitas vezes frustrante, jornada. Mas seria mesmo o silicone sinônimo de felicidade? (Skoob)





Amazônia Indígena - Márcio Souza
Com a bagagem de mais de quarenta anos de dedicação à cultura amazonense, Márcio Souza encarregou-se da tarefa monumental de reunir a mais recente pesquisa sobre a Amazônia e os índios da região, derrubando falsas ideias construídas por décadas de desinformação. Em capítulos curtos, de leitura fácil mas repletos de informação, Amazônia indígena fala das culturas primitivas da Amazônia, passando pelos horrores do processo colonial e dos sucessivos genocídios de indígenas que ocorreram na história do Brasil, até as atuais polêmicas ambientais. Os índios foram – e ainda são – bravos resistentes diante do poderio econômico e bélico das multinacionais e da destruição da floresta.
Essencial para repensar a relação do Brasil com seus habitantes mais antigos, Amazônia indígena é uma densa e empolgante obra sobre o gigantismo da cultura dos índios e uma intensa reflexão sobre os rumos que o território amazônico está tomando. (Skoob)




Moçambique, O Brasil é Aqui - Amanda Rossi
Para escrever este livro, a jornalista Amanda Rossi atravessou milhares de quilômetros por terra e pelos céus de Moçambique, ao longo de uma vivência de sete meses no país, entre 2010 e 2013. O resultado é uma reportagem aprofundada sobre as relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Moçambique, um mergulho fundo nos arquivos desse relacionamento.
Vislumbram-se a cor local e o sabor da cultura moçambicana, enquanto se descobrem informações inéditas sobre a correspondência diplomática entre Brasília e Maputo. As estatísticas sobre os investimentos brasileiros em Moçambique ganham significado quando contextualizadas pelo exame acurado da documentação oficial e por dezenas de entrevistas com os protagonistas dessa história.
Através dos relatos sobre a parceria moçambicano-brasileira, ficamos sabendo como e por que o Itamaraty e o Palácio do Planalto gastaram tanto esforço, dinheiro e voos presidenciais para a África, um continente que nunca havia sido prioridade para os mandatários brasilienses. E qual era o objetivo final da agenda africana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Skoob)





Fernando Capelo Gaivota - Richard Bach
Um dia, enquanto pensava sobre a vida, o ex-piloto da Força Aérea americana Richard Bach escutou uma voz misteriosa que começou a contar-lhe a história de uma gaivota que queria voar mais alto e mais rápido. Impressionado com a inexplicável inspiração, Bach escreveu tudo o que ouviu. Ao final, tinha em mãos uma das obras mais populares e importantes das últimas décadas: Fernão Capelo Gaivota, uma aventura emocionante sobre liberdade, que influenciou, motivou e mudou para melhor a vida de milhões de pessoas no mundo todo. Após sofrer um acidente de avião em 2012 e passar quatro meses no hospital, Richard Bach decidiu que era o momento de compartilhar o desfecho de seu trabalho e ensinar a seus leitores como fazer suas vidas valerem mais a pena. (Skoob)






Antijogo - Adrielles Jorge
Adrilles Jorge ficou conhecido em todo o Brasil como um dos participantes do Big Brother Brasil 2015. Seria hoje, portanto, mais um ex-BBB, não fosse por um detalhe tão surpreendente quanto impositivo: a poesia que escreve. Algo improvável ocorreu, mas fato é que sua participação no reality show revelaria ao público leitor um poeta interessantíssimo, orgânico, cultor da melhor tradição poética brasileira, autor de obra a ser urgentemente lida e estudada. Reunindo 137 poemas, Antijogo é o primeiro passo da promissora carreira literária de Adrilles. Sua poética versa, principalmente, sobre temas como amor, medo, desejo e morte, e tem construção sintática peculiar, comparada por Olavo de Carvalho, autor do texto de orelha, aos desenhos de M.C. Escher. (Skoob)








O Cérebro Autista - Temple Grandin e Richard Panek
Ao mesclar novas e surpreendentes descobertas com a sua própria experiência como autista, Temple Grandin evidencia os avanços científicos neste campo, compartilha conosco suas ressonâncias cerebrais para mostrar quais anomalias podem explicar os sintomas mais simples e, de forma animadora, argumenta que a educação de crianças autistas não deve centrar-se apenas em suas fraquezas, o que multiplica as formas de aproveitar suas contribuições únicas.
Dos “Aspies” do Vale do Silício até uma criança não verbal, Grandin compreende o real significado da palavra “espectro”, o que faz deste livro uma leitura essencial sobre o assunto. (Skoob)






Angela Maria: A Eterna Cantora do Brasil - Rodrigo Faour
É impossível contar a história da música brasileira e do próprio país sem mencionar o nome de Angela Maria. Sua popularidade assombrosa a fez colecionar recordes ao longo da vida: milhares de discos vendidos, mais de cinquenta canções em parada de sucessos, centenas de troféus, mais de 250 capas de revistas, um sem-número de críticas semanalmente na imprensa, e o próprio tempo de carreira – cerca de 65 anos ininterruptos gravando e se apresentando com casa cheia...
Mas, até que se tornasse a cantora mais popular do Brasil e o “maior salário do rádio” de seu tempo, Angela Maria enfrentou uma infância miserável e uma terrível resistência dos pais religiosos. Depois, já famosa, foi do céu ao inferno em sua vida pessoal, ludibriada por maridos-empresários. Entretanto, com uma incrível capacidade de superação, sobreviveu a tudo, inclusive aos mais diversos modismos musicais, tornando-se um mito da cultura nacional e influenciando inúmeros intérpretes.
Neste seu novo grande trabalho de pesquisa e narrativa biográfica, Rodrigo Faour nos apresenta em detalhes a impressionante trajetória desta grande cantora. (Skoob)






A Segunda Guerra Mundial - Antony Beevor
Ao empregar o ímpeto narrativo que fez de seus livros Stalingrado, Berlim 1945 e Dia-D best-sellers internacionais, Antony Beevor apresenta os vários aspectos da Segunda Guerra de um modo completamente novo. Com base nas pesquisas e informações mais atuais a respeito do tema, e por meio de um texto claro e apaixonante, Beevor traça um panorama que se estende do Atlântico Norte ao Pacífico Sul. Apesar de pintar o cenário mais amplo do conflito em sua escala heroica, A Segunda Guerra Mundial nunca perde de vista o destino dos soldados e civis comuns cujas vidas foram esmagadas pelas forças tirânicas da mais terrível guerra da história. (Skoob)







O Amante Japonês - Isabel Allende
Em 1939, ano da ocupação da Polônia pelos nazistas, Alma Mendel, de oito anos, é enviada pelos pais para viver em segurança com os tios em São Francisco. Lá, ela conhece Ichimei Fukuda, filho do jardineiro japonês da família. Despercebido por todos ao redor, um caso de amor começa a florescer. Depois do ataque a Pearl Harbor, no entanto, os dois são cruelmente separados. Décadas depois, presentes e cartas misteriosos são descobertos trazendo à tona uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos. Varrendo através do tempo e abrangendo diferentes gerações e continentes, O amante japonês explora questões de identidade, abandono, redenção, e o impacto incognoscível do destino em nossas vidas. (Skoob)






A Rainha da Neve - Michael Cunnigham
Barrett Meeks, que acabou de perder mais um amor, está à deriva. Ao atravessar o Central Park, ele se vê repentinamente inspirado a erguer os olhos para o céu, onde uma luz pálida e translúcida parece encará-lo de uma forma nitidamente divina. Ao mesmo tempo, seu irmão mais velho Tyler, músico viciado em drogas, tenta em vão escrever uma canção de amor para sua noiva, Beth, que está gravemente doente.
Barrett, assombrado por aquela luz, inesperadamente recorre à religião. Tyler, por sua vez, se convence cada vez mais de que apenas as drogas serão capazes de dar vazão à sua verve criativa mais profunda. E enquanto Beth tenta encarar a morte com o máximo de coragem possível, sua amiga Liz, uma mulher mais velha — cínica, porém perversamente maternal —, lhe oferece ajuda.

Guiados pela narrativa sublime de Michael Cunnningham, acompanhamos Barrett, Tyler, Beth e Liz à medida que trilham caminhos definitivamente distintos em sua busca coletiva pela transcendência. Numa prosa sutil e lúcida, o autor demonstra uma profunda empatia por seus conflituosos personagens, além de uma compreensão singular daquilo que reside no âmago da alma humana. (Skoob)



Intempérie - Jesús Carrasco
Agachado no esconderijo que achou para si, um garoto fugitivo escuta os gritos dos homens que o perseguem. Quando não o encontram, o que lhe resta é uma planície infinita e árida, a qual deve atravessar se quiser ficar longe de uma vez por todas do que provocou sua fuga. Certa noite, seu caminho cruza com o de um pastor de cabras idoso, e, a partir desse momento, tudo mudará na vida dos dois.

Intempérie narra a fuga de uma criança através de um país devastado pela seca e regido pela violência. Um mundo isolado, onde não há nomes ou datas. É nesse cenário que o garoto, ainda não totalmente entregue, terá a oportunidade de se iniciar nos dolorosos rudimentos da consciência, ou, pelo contrário, exercer para sempre a violência da qual já provou. Uma estreia vitoriosa, um potencial clássico literário. (Skoob)





Só o tempo dirá - Jeffrey Archer
A vida de Harry Clifton começa em 1920, com os dizeres: “Disseram-me que meu pai havia morrido na guerra.” Harry não conheceu o pai, um trabalhador das docas de Bristol, e é através do tio que aprende tudo sobre esse universo. Stan, por sua vez, espera que o sobrinho se junte a ele no estaleiro ao concluir seus estudos. É uma perspectiva triste, por isso, quando a bela voz de Harry assegura-lhe uma bolsa de estudos em um colégio exclusivo para rapazes, mudando radicalmente o destino que o aguardava, ele percebe que nada mais será igual.
Harry conhece seu melhor amigo em St. Bede’s: Giles Barrington, primogênito de uma das famílias mais ricas de Bristol. Na escola, Giles se torna uma espécie de protetor do rapaz, mas talvez o melhor fruto dessa relação seja a proximidade com a irmã do amigo, Emma, destinada a se tornar o amor da vida de Harry.

Só o Tempo Dirá inclui um elenco memorável e nos guia das devastações da Primeira Guerra às docas da Inglaterra operária, das ruas de Nova York nos anos 1940 à eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando Harry precisa tomar uma decisão que porá em risco até mesmo seu amor por Emma Barrington. (Skoob)


Verdade Ao Amanhecer - Ernest HemingwayMisturando ficção e autobiografia, Hemingway nos brinda com Verdade ao Amanhecer, um revelador autorretrato e crônica dramática de seu último safári na África. Escrito em 1953, quando voltava de uma temporada no Quênia, a obra tece uma história rica em humor e beleza.
Verdade ao Amanhecer começa no momento em que Pop, famoso caçador, entrega a Hemingway a responsabilidade pela área de caça onde está seu safári. O fato coincide com rumores de que o território poderá ser atacado por uma organização africana que se opõe ao poder colonial dos ingleses. Enquanto o ataque não vem, Mary, a esposa de Hemingway, empenha-se em caçar um leão pelo qual está obcecada.

Acrescentando ao seu dramático painel humano pinceladas de fino humor, Hemingway captura a excitação da caça aos grandes animais selvagens, assim como a incomparável beleza do cenário africano, as grandes planícies cobertas de neblina cinzenta, o perfil de zebras e gazelas contra o horizonte, gritos de hiena ferindo a noite escura e gelada. Nesta obra, o autor satiriza, entre outras coisas, o papel da religião organizada na África. Reflete também sobre o próprio ato de escrever e sobre o papel do autor no estabelecimento da verdade. (Skoob)



As Idades de Lulu - Almudena Grandes
Ainda mergulhada em medos oriundos de uma infância desprovida de afeto, Lulu, uma jovem de quinze anos, é seduzida por Pablo, amigo de seu irmão mais velho, que sempre nutriu por ela um fascínio secreto. Após uma primeira experiência, Lulu aceita o desafio de prolongar indefinidamente, em seu relacionamento, a iniciação sexual através de peculiares preliminares e submissão. Mas o encanto de viver em um mundo tão ilusório, de repente, se quebra, quando Lulu, aos trinta anos, adentra, desamparada e febrilmente, o inferno dos desejos proibidos.

Apontado por toda uma geração de leitores como uma crônica sentimental e passional do seu tempo, As Idades de Lulu revelou ao mundo o talento de Almudena Grandes. Nesta, que é a edição definitiva da obra, o texto foi inteiramente revisto pela autora, que também acrescenta um prólogo no qual recorda sua importância para a literatura espanhola contemporânea. (Skoob)





A Vida Viva - Jean-Claude Guillebaud
Talentosos pesquisadores, satisfeitos diante da desmaterialização humana, anunciam uma nova era — um tempo em que não precisaremos mais de seres humanos. Tais pensadores do século XXI propõem um mundo diferente. Seu denominador comum é o desejo de romper com a “vida viva”, a qual fundamenta a condição humana em sua relação concreta e imediata para com o corpo, o tempo e os outros.

Jean-Claude Guillebaud condena o fato de estarmos marchando para um mundo cada vez mais digital, quantificado e comercializado, que escravizará tudo e todos em seu caminho rumo a um destino inexorável, e propõe uma resistência. (Skoob)






A Invasão - Dias Gomes
Moradores de uma favela carioca perdem suas casas depois de uma enchente. A saída? Ocupar o esqueleto de um edifício em construção. Os personagens logo se veem oprimidos entre as promessas de políticos demagogos e a exploração de negociantes inescrupulosos.

Em A Invasão, Dias Gomes segue uma linha criadora da mais significativa importância social ao focalizar o drama intenso e amargo dos sem-casa. O autor vai à raiz dos problemas que nos afligem e, conseguindo equacioná-los de forma clara, coloca suas soluções ao alcance de todos aqueles que efetivamente busquem resolvê-los. (Skoob)




O Berço do Herói - Dias Gomes
Cabo Jorge, morto na Itália como pracinha da Força Expedicionária Brasileira, se tornou herói em sua cidade natal. Bravo diante do inimigo nazista, pagou com a vida o direito de ser livre. Soldado da democracia, encheu de orgulho o coração da pátria amada. Sua cidade, modesta e perdida no remoto interior do país, adotou o nome de Cabo Jorge e passou a ser um centro turístico. As datas de seu nascimento e de sua morte eram pontos comemorados do calendário cívico de todas as escolas do Brasil.
Porém, surpreendentemente, o militar reaparece na cidade, vivo e são, como se tudo não passasse de uma grande gozação. Fora ferido em combate e, para não fugir à verdade, fugira da luta. Desertara. Como admitir que Cabo Jorge (o cabo) arruinasse o comércio e a indústria de Cabo Jorge (a cidade)?

O berço do herói é uma comédia política onde o mito do heroísmo vai pelos ares depois de examinado pelo autor à luz dos interesses da classe dominante brasileira. (Skoob)




Santo Inquérito - Dias Gomes
O santo inquérito conta a história de Branca Dias, cristã nova e ingênua, filha de Simão Dias e noiva de Augusto Coutinho, que foi vítima de perseguição após cometer um ato que, aos seus olhos, julgava ser de extrema bondade: salvar de um afogamento o padre da cidade.

Esta é uma das grandes peças brasileiras modernas, por suas intenções artísticas e por suas preocupações sociais. Baseando-se num episódio histórico – ou lendário, como o de Branca Dias, vítima da Inquisição que alguns estudiosos veem como uma espécie de Joana D’Arc cabocla –, Dias Gomes afasta, de imediato, as fáceis, espetaculares e vistosas pompas que um escritor romântico traria para o palco. O que lhe importa é o conflito entre a pureza da personagem, a sua boa-fé, a sua sinceridade, e aqueles que deturpam seu comportamento, enxergando-o como uma ameaça à ordem e ao sistema de ideias estabelecidos. (Skoob)




Tammy: Nadando Contra a Corrente - Marcia Zanelatto
Quando Thammy Miranda, filho da cantora Gretchen, assumiu a homossexualidade e, posteriormente, deu início ao processo de transexualização, muitos foram os julgamentos emitidos pela sociedade. Todos tinham uma opinião a respeito da vida e das escolhas de Thammy.
Acontece que, desde criança, Thammy se percebia um homem, embora tivesse corpo de mulher. Para ele, o processo de transexualização significou apenas tornar-se aquilo que sempre foi.

Thammy: nadando contra a corrente – Cartografia de uma transexualidade tem como eixo central seu processo de transexualização, e narra sua trajetória rumo à liberdade. A partir da história de Thammy, Marcia Zanelatto faz um retrato comovente da realidade dos transexuais e consegue abrir os olhos do leitor para um tema tão pouco discutido em nosso país. (Skoob)





Teus Pés Toco na Sombra e outros Poemas - Pablo Neruda
Um dos maiores acontecimentos da Literatura nos últimos 30 anos, Teus pés toco na sombra reúne 21 poemas inéditos, encontrados recentemente nos arquivos de Pablo Neruda. Datilografados ou escritos à mão em cardápios ou prospectos de companhias aéreas, os poemas neste livro são um precioso acréscimo à obra completa do autor, pois foram escritos por um período de três décadas, tocam todos os temas centrais de sua poesia e vão do poema curto até outros de grande fôlego e extensão.

O poeta e diplomata chileno Pablo Neruda é, sem dúvida, uma das mais altas vozes da poesia de todos os tempos. Prêmio Nobel de Literatura, já foi traduzido para dezenas de idiomas no mundo inteiro e é presença garantida em qualquer lista das maiores personalidades literárias do século XX. (Skoob)







Crime na Flora - Ferreira Gullar
Como bem diz Antônio Houaiss, “há duas maneiras de justificar a publicação de um texto: porque ele é em si relevante ou porque ele é um elo de um conjunto de textos relevantes. Este é um texto que goza das duas características anteriores: é um nó, um momento, um tempo, um elo extremamente representativo da obra de um dos nossos grandes criadores contemporâneos.”.

Crime na Flora é um longo poema em prosa, ou uma prosa poética, de Ferreira Gullar, escrito em sua maior parte logo após o lançamento de Luta Corporal (1954) e publicado apenas 30 anos depois. De acordo com informações do autor contidas na própria obra, a intenção era "fazer uma poesia que não fosse apenas um discurso sobre a realidade mas, ela mesma, uma realidade". (Skoob)






Pergunte ao Pó - John Fante
mais popular obra de John Fante, Pergunte ao pó, já vendeu no Brasil mais de 15 mil exemplares, e é agora relançado de acordo com a nova identidade visual do autor, mais moderna e atraente. O livro tem como protagonista Arturo Bandini, personagem ficcional muito inspirado no próprio autor, como uma espécie de alter ego: um sujeito ítalo americano vivendo uma vida de aspirante a escritor em Los Angeles.

“Tomei o livro emprestado, levei-o ao meu quarto, subi à minha cama e o li, e sabia muito antes de terminar que aqui estava um homem que havia desenvolvido uma maneira peculiar de escrever. O livro era Pergunte ao pó e o autor era John Fante. Ele se tornaria uma influência no meu modo de escrever para a vida toda.” – Charles Bukowski. (Skoob)





A Grande Fome - John Fante
Essas pérolas não publicadas foram descobertas pelo biógrafo do autor John Fante. São histórias divertidas, muitas sobre a infância de Fante, reunidas em um exemplar que inaugura o novo projeto gráfico da obra dele. Textos exemplares do estilo único e brilhante de John Fante, que vão agradar aos fãs do autor.

Nesta antologia inédita, John Fante, epítome da geração de autores imersos na contracultura norte-americana, desfila seus personagens costumeiros: imigrantes, escritores miseráveis, crianças travessas e incógnitos (extra)ordinários. Uma seleção póstuma, composta de tesouros literários da era pré-beatniks, que dá voz uma ´ltima vez aos pequenos, vagabundos e expatriados que habitam a obra de Fante. (Skoob)






A Imaginária - Adalgisa Nery
“A imaginária é desses livros de que a gente não consegue se desprender. Relê-lo é redescobri-lo em toda a autenticidade que o caracteriza e o faz viver, viver angustiada e violentamente. Ô livro-choque, beleza dolorida e profunda!” - Carlos Drummond de Andrade
Lançado originalmente em 1959, best-seller de sua época, A imaginária retorna ao catálogo da José Olympio.

Autobiográfico, o livro narra a história da personagem Berenice desde a sua infância até o seu marcante casamento. Fundamental para os interessados na produção feminina na literatura brasileira, mas também importante resgate de uma das mais célebres escritoras de seu tempo. (Skoob)






A Lei do Triunfo - Napoleon Hill
Financiado pelo Magnata do Aço, Andrew Carnegie, o jovem jornalista de 25 anos Napoleon Hill começou em 1908 a entrevistar homens de sucesso e a investigar suas carreiras. Tudo isso para detectar o que havia de especial neles e descobrir se existe o gene do sucesso. Ou talvez, ema lei que permita identificar em cada indivíduo o potencial para vencer na vida.

Em duas décadas, ouviu mais de 16 mil pessoas, entre elas os 500 milionários mais importantes da época. Pesquisou a vida de grandes inventores e pioneiros, como Thomas Edison, Graham Bell, Henry Ford, Roosevelt, George Eastman e Rockefeller. O resultado foi A lei do triunfo: 16 lições práticas para o sucesso, que ensinou, pela primeira vez na história do mundo, o verdadeiro segredo para o sucesso pessoal. (Skoob)







As Mais belas Histórias da Antiguidade Clásica Vol. 2 - Gustav Schwab
No segundo volume de As mais belas histórias da antiguidade clássica estão reunidos os “mitos de Troia” em ordem cronológica. Os personagens da história, eternizada por Homero na Ilíada, deram origem às principais tragédias e expressaram o apogeu da cultura grega. A obra compreende desde a fundação de Troia até sua derrota, além de recuperar narrativas pouco difundidas sobre os nove anos iniciais da guerra, o assassinato de Agamémnon e o destino de seus descendentes. Referências essenciais para a cultura ocidental, a leitura deste volume traz importantes contribuições para o estudo da História, da Literatura e da Filosofia. (Skoob)







As Mais belas Histórias da Antiguidade Clásica Vol. 3 - Gustav Schwab
Este terceiro e último volume de As mais belas histórias da Antiguidade Clássica narra os retornos dos guerreiros Odisseu e Eneias após a queda de Troia e a vitória Grega. A história de Eneias divide-se em duas partes. A primeira trata da “odisseia” vivida pelo herói que, após sete anos de viagens, chega ao rio Tibério onde se casa com Lavínia, filha do Rei Latino. A segunda parte é uma “ilíada”, ou seja, uma narrativa de guerra, na qual Eneias mata Turno, o pretendente rejeitado e líder dos rútilos.
Transformando, com maestria, os poemas épicos Odisseia, de Homero, e Eneida, de Virgílio, em prosa, Gustav Schwab concluiu sua coletânea de histórias da antiguidade clássica recontando duas das mais belas e célebres obras da literatura universal. (Skoob)




Dicionário da História Social do Samba - Nei Lopes e Luiz Antonio Simas
Expressão da cultura marginal carioca do início do século XX, o samba resistiu a décadas de racismo e preconceito estético, e se tornou parte inextrincável da identidade nacional brasileira. Nesta obra de referência pioneira, Nei Lopes e Luiz Antonio Simas inscrevem o valor da negritude e da história dos negros na criação e na fixação do samba, e a ambígua inserção dessa cultura musical na sociedade de consumo.

Mais do que apenas descrever conceitos, neste importante dicionário os autores reconstroem a memória cultural de nosso país. Os verbetes organizam a trama que compõe o enredo dessa narrativa: a repressão explícita dos primeiros tempos; as escolas de samba, os pagodes e rodas como polos de resistência; a distribuição geográfica desses espaços; o samba como gênero de música popular, com seus múltiplos e diversos subgêneros e estilos e suas diferenças regionais. E, principalmente, destacam os nomes fundamentais que fizeram essa história: compositores, instrumentistas, regentes, cantores, dançarinos, cenógrafos, diretores, entre outros. (Skoob)

Agora a pergunta que não quer calar: se você pudesse escolher três (e somente três), quais você escolheria?