16 de abr de 2015

A Revolução de Atlas #1 - Ayn Rand


Cheguei a este livro (na verdade, a esta trilogia) graças ao evento de Novembro do Clube do Livro Espírito Santo, cujo tema foi distopias. Calhou que havia um resquício de Black Friday e uma raspa de tacho do meu salário do mês.

No dia do evento, quando comentaram sobre essa trilogia, o que eu entendi era que, nesse cenário, as pessoas por trás de iniciativas fracassadas ou tradicionais culpavam abertamente as que fizeram sucesso pelo seu fracasso. É como se você estivesse culpando uma pessoa competente por você ser incompetente na sua função (bizarro não?). Essa ideia me arrebatou (e me indignou) pelo fato de eu ter defendido o comportamento e a iniciativa empreendedora em meu Trabalho de Conclusão de Curso no final do ano passado.

Durante a leitura, percebi uma linha de raciocínio um tanto preocupante: a de que ter uma empresa funcionando é algo bom, mas obter lucro (e acumulá-lo) é algo péssimo. Aqui, o que é valorizado são as necessidades humanas, e não a capacidade de se realizar um determinado trabalho (e quem o faz bem é punido por isso).

A greve de mentes entusiasmadas com o brilhantismo das boas ideias é cada vez mais motivada por um Estado improdutivo e à beira de um colapso. E quem que vai pagar o pato? Toda a sociedade, é claro.

São dois os personagens principais. Dagny Taggart, vice-presidente de operações da Ferrovia Taggart, uma das mais tradicionais do ramo ferroviário americano, e Hank Rearden, um metalúrgico recente que teve ascensão meteórica graças à maneira de cuidar de seus negócios, e que recém apresenta uma liga metálica melhor que todas as outras existentes. 

Esses dois empreendedores parecem ser (ou de fato são) os últimos a crerem que o capitalismo como ele é (isto é, como nós os conhecemos) é o que deveria mover as pessoas, a economia, o mundo.

Quanto à experiencia de leitura. Se existe uma palavra para descrevê-la, essa seria "enlouquecedora". A história em si é simplesmente maravilhosa e original. E justamente por isso que você fica p*** da vida com o monte de asneiras que os antagonistas dizem (se for um de grande status social, tipo escritores então, é sério, a minha vontade era entrar no livro e esganá-lo eu mesma). Para compensar, os protagonistas são cativantes, e acabam compensando as baboseiras ditas.

Mas há uma coisa que eu devo ressaltar aqui: esse livro é do tipo facilmente abandonável. Eu digo isso por que o ritmo de narração dele é bem difícil de se manter por muito tempo, até pela quantidade de absurdos que são pregados. (É um daqueles livros que separam verdadeiros leitores de seguidores de "modinhas literárias").

A Revolução de Atlas foi escrito em 1957 nos Estados Unidos. Hoje, esse livro está sendo considerado "o mais influente nos estados Unidos depois da Bíblia". Fora que foi super elogiado pela Biblioteca do Congresso Americano. (Cara, não é pouca coisa)

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