21 de mai de 2015

As Brumas de Avalon: O Prisioneiro da Árvore - Marion Zimmer Bradley


O quarto e último volume de As Brumas de Avalon abre uma temporada aguardada já há um tempinho: a de finalizações de sagas. Além deste, mais três sagas devem ter suas finalizações resenhadas em breve (o que vai me deixar livre para começar outras três entre as trocentas que eu tenho aqui em casa para ler).

O Prisioneiro da Árvore é um capítulo meio sinistro dessa versão da história do Rei Arthur: fala-se, quase o tempo todo, de traições, mortes, amores que se perderam no tempo e desolação.

Quando o Merlin, título dado ao maior entre os druidas vivos, rouba os objetos sagrados de Avalon e os entrega para os padres cristãos, a ira da deusa dos druidas recai em Camelot sob a forma de uma magia poderosa o suficiente para dispersar todos os cavaleiros da Távola Redonda, inclusive aquele que fora escolhido como herdeiro de Arthur.

Com o embate entre o Gamo-Rei e o Jovem Gamo ocorre, e a morte chaga para os dois, Morgana se vê em uma sequência de falhas e decisões erradas: Avalon se perdeu nas brumas, os bosques sagrados eram derrubados por todo o país, o cervo se tornara alvo de caça, o culto à deusa se tornava mais e mais perseguido e sufocado. 

Apesar disso, Morgana se dá conta que, afinal, a deusa sempre estará no nosso mundo, não importando qual seja a crença dominante. Ela está e estará sempre ao alcance de quem a buscar. A missão dela neste mundo estava completa.

Assim como nos outros livros da série, a narração é feita pela mulheres envolvidas na história de Arthur, e elas contam a queda da Távola Redonda com habilidade e fluidez, tornando-a bem fácil de se acompanhar.

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