10 de jul de 2015

O Sol É Para Todos - Harper Lee


No pequeno condado de Maycomb, no Alabama, no início dos anos 1930, Jean Louis Scout passa sua infância se dividindo entre as aulas monótonas e as brincadeiras com seu irmão Jem, e com o melhor amigo dele (figura sempre presente nas férias de verão) Dill. Até então, suas melhores preocupações era esconder de sua professora que ela e o pai liam juntos depois da aula e evitar a casa mal-assombrada dos Radley.

Mas quando o pai, um advogado da cidade é escolhido para defender um negro acusado de estuprar uma moça branca, a rotina de Scout passa a incluir palavras que antes ela não conhecia: intolerância, preconceito e hipocrisia e racismo são apenas algumas delas.

O livro inteiro é narrado pela Scout. Uma adulta que nos conta sobre uma parte de sua vida em que ela era somente uma criança de oito ou nove anos. É justamente por ter esse ponto de vista, o de uma criança que não entende como o mundo dos adultos funciona, que faz este livro ser incrível e lindo. A narração ficou leve, fresca e com alguma coisa de inocência que contrastou e muito com a seriedade da questão central da história.

Quer dizer, como você encara uma criança que cresceu ouvindo o pai falar que todas as pessoas mereciam ser tratadas com educação e respeito, e diz que as pessoas que ela conhece desde sempre acreditam que a cor de uma pessoa define caráter, comportamento e futuro.

Se a história de O Sol é Para Todos já é impactante hoje, tempo em que uma bandeira de igualdade entre as pessoas é constantemente defendida (embora eu precise citar que algumas dessas "medidas para igualdade" sejam mais separatistas que qualquer outra coisa), eu fico imaginando o alvoroço que Harper Lee causou em 1960 (ano de publicação do livro), época em que a questão racial era muito mais delicada do que é hoje, principalmente pelas terras do Tio Sam. 

O Sol é Para Todos é uma história realmente muito linda e muito tocante, e a José Olympio está mesmo de parabéns por trazer um título tão incrível para o Brasil.

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