16 de nov de 2015

Filhos do Éden: Paraíso Perdido - Eduardo Spohr


Soube, assim que vi o anuncio da pré-venda de Paraíso Perdido, que não conseguiria esperar um minuto sequer para lê-lo (tanto é que o passei a frente de vários livros que estão encalhados na minha pilha de "para serem lidos"). E, falando sério, a leitura valeu cada segundo.

(Se você é do tipo que detesta spoilers, sugiro que pare aqui.)

Kaira, Ukarin e Ismael, em sua busca por Denyel, acaram presos em uma cidade lendária e forçados a lutar contra ecaloths. A contenda resultou na destruição da cidade e os três anjos caíram no rio Oceanus, cujas águas interligam, pelo que entendi, todos os mundos.

É assim que Kaira e Ukarin chagam a Asgard, o lar das Valkírias e de todo o panteão nórdico. E é lá que, para a minha total alegria, está Denyel. A regressão do coro à Haled, no entanto, esbarra em um problema: Bifrost, a ponte que conecta a terra dos deuses à Midgard está sob domínio dos inimigos de Odin e de Thor.

Resolvida a primeira contenda, a missão de Kaira, isto é, encontrar e matar Metratron, é retomada. Aliados inesperados (e improváveis até) se juntam à causa e, quando a derradeira batalha é iniciada, mano, sai de perto, porque épico chega a ser eufemismo perto da coisa toda.

Novamente, temos algumas frentes distintas de narração: uma acompanha a jornada de Kaira, outra mostra a jornada de outros dois anjos, Ablon e Ishtar em sua missão de prender (ou matar) Metratron, muito antes do segundo cataclisma e do dilúvio que quase destruíram os homens. Foi Ablon que prendeu O Primeiro Anjo no Cárcere do Medo, de onde ele escapou no primeiro livro desta trilogia. Há ainda uma frente de narração que acompanha o próprio Metratron, embora essas sejam uma parte bem pequena do livro.

Achei curioso que, várias partes de Paraíso Perdi são difíceis de gravar. Cetras partes possuem tanta informação que reter alguma coisa se torna uma tarefa complicada, quase como se alguém nos desses essas informações para, em seguida, apagá-las de nossa memória. O mais curioso ainda, é que volte e meia surge algo que te faz lembrar destas informações perdidas. Me pareceu até ser efeito do encontro com um certo arcanjo que se separou de seus irmãos celestes para guardar as portas do terceiro céu, onde descansam a alma dos justos.

Paraíso Perdido encerrou a trilogia com chave de ouro, e apenas reforçou meu carinho e meu favoritismo por Eduardo Spohr. <3

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