31 de mar de 2016

Doze Contos Peregrinos - Gabriel Garcia Marquez


A história destes contos são interessantes: depois de anos e anos tomando notas sobre possíveis temas a se desenvolver, Gabriel Garcia Marques reuniu, em um primeiro momento, trinta ideias promissoras, que, no entanto, ele não conseguia desenvolver. Com o passar dos anos, e depois de muitas idas e vindas da lata do lixo, essas trinta ideias foram peneiradas, restando mais ou menos dezoito. Mais algumas revisões depois, restaram doze, que resistiram às peregrinações ao lixo e ao caos produtivo do colombiano Garcia Marquez.

Iniciei a leitura deste livro em uma tentativa de me distrair dos contos fantásticos de Edgar Allan Poe. Percebi que havia falhado quando me dei conta de que Gabriel Garcia Marquez, ao menos neste livro, pareceu beber da mesma fonte que o escritor americano. A mistura entre o corriqueiro e o fantástico andou lado a lado com passagens bizarras (e um tanto assustadoras também).

Porém, os contos de Garcia Marquez são bem menos melancólicos e possuem uma identidade latina muito forte, e isso fica muito visível nos costumes e no comportamento dos personagens.

Quatro contos me chamaram atenção: O avião da Bela Adormecida, Assombrações em Agosto, Tramontana e O Rastro de Seu Sangue na Neve. O primeiro me chamou atenção pela agonia que a gente sente pelo amor platônico do narrador com a bela adormecida do voo Paris/Nova York. Os três últimos me ganharam pela semelhança com a narrativa (e com a bizarrice) de Edgar Allan Poe.

Fiquei contentíssima por ter recebido um livro de contos desse autor. Apesar de este não ser o livro que rendeu o Nobel de Literatura à Gabriel Garcia Marquez (foi Cem Anos de Solidão), deu para perceber que ele domina muito bem seus textos.

28 de mar de 2016

A Cor Púrpura - Alice Walker


Lembro-me de ter visto esse filme quando era mais nova (uns 17 ano, talvez), e, como não podia deixar de ser diferente, fiquei tão doida por este livro que o comprei uma semana antes de um exemplar chegar como livro de ação. 

Achei interessante que este livro veio com outros dois livros que, de uma maneira ou de outra, abordam a questão da mulher dentro da sociedade.

Célie, a protagonista desta obra, é uma criança negra que vive no Sul dos Estados Unidos, em algum ponto entre 1900 e 1940. Pobre, analfabeta, estuprada pelo padrasto e forçada a se casar com um viúvo que é pai de quatro filhos que enxergava a esposa como uma empregada e que não se cansava de lhe agredir física e moralmente. 

Ainda assim, Célie escreve para Deus, e é por meio destas cartas que ficamos conhecendo sua vida, a vida dos que estão a sua volta, os acontecimentos pelos quais ela passa e todas as pequenas, mansas, mas muito significativas reviravoltas em seu caminho. Lá pelas tantas, e junto com Célie, passamos a ler as cartas de Nettie, irmã mais nova da protagonista, que se tornou missionária da Africa após ir embora da casa do marido de Celie.

Apesar de a vida de Celie ser bem triste e sofrida, a história dela não é feita apenas de lágrimas. Celie tem uma maneira bem particular de ver a vida, se contentando com a alegria nas pequenas coisas e suportando as que ela não pode mudar. Ao mesmo tempo, ela não é nem um pouco fraca, e acho que foram poucos os personagens que chegaram a dizer isso para ela. Célie é resiliente, e isso a faz forte. E é quando a força de Celie vem a tona que sua vida muda mais efetivamente e ela passa a viver uma fase de descobertas sobre si e sobre a vida.

Gostei bastante da leitura. A Editora José Olympio está, cada vez mais, se tornando uma das minhas editoras favoritas. :3

25 de mar de 2016

Fury - Laurann Dohner


Laurann Dohner é uma velha conhecida minha. Acho que eu tinha uns 16 ou 17 anos quando peguei alguns livros digitais da série "Casta Felino", mas, na época, não consegui passar das primeiras páginas. Alguns anos depois, encontrei a série completa e ainda uma outra, a "Casta Lobo". Minha mãe adorou e acho devorou todos os 26 livros em menos de um mês.

Lembro de ter vencido o primeiro livro mesmo tendo que lê-lo computador (coisa que eu detesto), mas não consegui sobreviver ao terceiro. A péssima tradução não ajudou em nada e também as coisas estavam se repetindo demais.

Aí a Universo dos Livros publica uma nova série, a Novas Espécies, e, mesmo com algum receio, comprei livro... E o ADOREI!

A premissa utilizadas nas duas séries foi a mesma: uma realidade em que uma empresa militar misturou o DNA humano com DNA animal, criando uma raça de homens e mulheres que possuem características físicas e comportamentais dos animais com que foram misturados. Os membros das Casta Felino eram resultado da mistura de homens e mulheres com gatos de grande porte, tipo leão, pantera, tigre e puma. (O leão me traumatizou na primeira leitura e deixei a série de lado no primeiro lobo. Tipo, bizarro demais para minha mente inocente).

Na série Novas espécies, Fury, o protagonista masculino que dá o nome ao livro, é geneticamente misturado com um canino (que, definitivamente não é do tipo doméstico). Ele tem uma séria sede de vingança por Ellie, uma enfermeira da indústria farmacêutica que fazia os experimentos genéticos, por, em sua concepção, ela o traiu e o deixou indefeso para ser punido por algo cometido por ela.

Ele nunca mais a viu depois do tal episódio, até ela aparecer em sua frente como responsável pelo alojamento feminino da base militar que fora dada aos Novas Espécies pelo governo americano. Homeland, como a base é chamada, se tornou um local de segurança para os NE. Um lugar em que eles poderiam viver em paz, com total autonomia, e longe de qualquer um que desejasse fazer algum tipo de mal a eles.

Fury manteve sua raiva por Ellie por muito tempo, mas muito do pouquíssimo que ele sabe sobre ela, incluindo o episódio da traição, se mostra errado, e é então que um novo sentimento aflora em Fury, e em Ellie.

Estava em dúvida se buscava os outros títulos da série, mas definitivamente quero mais dos Novas Espécies (até porquê acho que vou gostar MUITO do Slayer :3)

22 de mar de 2016

O Papel de Parde Amarelo - Charlotte Perkins Gilman


O Papel de Parede Amarelo é um conto publicado em 1892 que é considerado um clássico da literatura feminista.

A narradora é uma mulher sem nome, que foi levada pelo marido a uma casa de campo para que ela possa se recuperar de um "problema nos nervos". Praticamente presa no quarto do casarão, ela fica, por "ordens médicas", forçada a conviver com um papel de parede amarelo meio desbotado e com um confuso e bizarro padrão de estamparia.

Ao longo do texto, é aparente o motivo de este ser considerado uma obra feminista: a crítica contra uma sociedade que submete a mulher a uma postura submissa, discreta e, muitas vezes, infantilizada. O marido da personagem, que também é seu médico, a suprime em várias instâncias, jogando em sua cara que a viagem fora por causa dela, chamando-a de "tola" ou de "menininha" quando ela tenta, inutilmente, falar abertamente sobre sua própria saúde, sufocando desejos banais como ocuparem um quarto mais amplo (e sem o horrível papel de parede amarelo) ou escrever.

A propósito, o conto é escrito como um diário, sem dias definidos e escritos praticamente na clandestinidade do quarto que lhe serve como prisão (nem o marido nem a cunhada gostam que ela se escreva).

É meio estranho na verdade. O conto, que a meu ver, se parece com um ponto de partida na luta pela igualdade de diretos (e de liberdade) entre homens e mulheres, me mostrou que sim, a sociedade avançou bastante em relação à época. Contudo, ainda há muito a se avançar, porquê algumas coisas realmente não mudaram, apenas (talvez) se atenuaram.

18 de mar de 2016

Aprender A Viver - Luc Ferry


Uma das coisas que estou adorando na TAG - Experiências Literárias é que ela está me proporcionando acesso a livros que normalmente não me chamariam atenção. Graças a ela, estou saindo (ainda mais) do meu lugar comum e conhecendo livros e autores novos.

Neste livro, o que me foi apresentado de novo foi a filosofia.

Aqui, o filósofo francês Luc Ferry se propõem a dar a seus leitores uma explicação geral sobre alguns dos grandes momentos dessa disciplina que, por vários motivos, quase sempre é colocada em segundo (ou terceiro, ou quarto) plano no interesse dos alunos.

O que me chamou atenção é que Ferry consegue passar todas as informações que ele quer, sem recorrer à palavras complicadas nem a teorias (muito) desconhecidas. O autor é direto no que quer falar, de modo a não perder tempo dando voltas no mesmo ponto, e não deixa de ressaltar o que, no ponto de vista dele, merece algum reforço. Mesmo os exemplos e os trechos de referência utilizados são de fácil compreensão. (E, se ele achar que o exemplo ainda não ficou claro, ele lhe dará outro, que sempre virá acompanhado por uma explicação do exemplo tomando por base o ponto em que ele quer chegar).

Lembro-me que, durante os primeiros semestres da faculdade, fiquei mesmo animada em aprender filosofia, mas, a medida que a disciplina foi sendo dada, desanimei. Fiquei desmotivada não apenas pela quantidade de textos passados, mas também pela dificuldade que era a interpretação dos mesmo e por algumas deficiências que meus professores (e minha turma) apresentaram.

Aprender a viver é mais uma iniciação filosófica do que um aprofundamento no tema. As grandes ideias geradas pela filosofia ao longo do tempo são abordadas sem que sua riqueza e sua profundidade sejam perdidos. 

Apesar da quantidade de informações, elas são passadas de maneira branda, de modo que é bastante fácil sobreviver a leitura. No todo, estou contentíssima com a leitura, e sei que, de alguma maneira, consegui absorver bastante do que Luc Ferry se propôs passar com Aprender a Viver.

14 de mar de 2016

Novidades de Março do Catálogo Literário Grupo Editorial Record



A DEFINIÇÃO DA ARTE
Umberto Eco

O objeto de estudo deste livro não é simplesmente a arte – a ser definida –, mas o problema filosófico da possibilidade de uma definição da arte, da maneira como se coloca para as estéticas contemporâneas. Umberto Eco aborda a questão de três pontos de vista: a partir de alguns ensaios históricos, que retomam as definições da antiga estética indiana, da estética medieval e de algumas correntes dos últimos dois séculos; por meio de alguns ensaios teóricos, que examinam também as posições dos estudiosos contemporâneos; e mediante a inspeção do território das poéticas de vanguarda, para ver como e até que ponto as instâncias de tais poéticas se inserem nos quadros especulativos organizados pela estética. Estes ensaios mostram o traçado problemático que conduziu o autor à noção de “obra aberta” – já delineada e comentada nestes escritos – e à pesquisa sobre os problemas da comunicação que ocupou em seguida o centro de seus interesses.



A MÁQUINA DE CAMINHAR
Cristovão Tezza

Por mais de seis anos, Cristovão Tezza assinou uma coluna de irônicas no jornal paranaense Gazeta do Povo, revelando a seus leitores uma nova faceta, a de observador fino e bem-humorado do cotidiano. Segundo livro saído da contribuição desse cronista tardio às páginas do jornal, A máquina de caminhar reúne 64 crônicas, selecionadas por Christian Schwartz e ilustradas por Benett, que comprovam a maestria do autor em extrair do circunstancial e do provisório pequenas pérolas literárias. 

Completa esta coletânea um saboroso ensaio sobre a crônica, com a marca do humor, em que Tezza faz uma brilhante análise de dois exemplos da pena de nosso maior prosador, Machado de Assis. A partir deles, procura definir as marcas deste gênero brasileiríssimo ao qual se dedicou de maneira quase acidental e de que este livro é uma bela amostra.



O EVANGELHO SEGUNDO A FILOSOFIA
Aurélio Schommer

Em O evangelho segundo a filosofia, Aurélio Schommer analisa  como a história e a filosofia moldaram, ao longo dos séculos, a percepção do livro mais lido e influente de todos os tempos. Guia moral? Revelação? Receita de bem viver? Para a filosofia, o Evangelho pode ser tudo isso. Mas, principalmente, é a mensagem do homem mais influente de todos os tempos, o Verbo divino, o sofista crucificado, como definiu o primeiro filósofo grego a mencionar o Cristo. Como dizia Voltaire, se aceitamos o Evangelho como revelação, toda a filosofia se torna inútil. É só seguir Jesus. Muitos, como Pascal, o fizeram, mas seguiram filosofando. Uma abordagem única, capaz de quebrar dogmas e paradigmas seculares.




ECONOMIA NO MUNDO REAL
Greg Ip

Greg Ip explica como funciona o sistema econômico americano –e também o mundial –, fazendo uso de uma linguagem acessível para aqueles que não têm conhecimentos profundos de economia. 

O autor reconhece a influência do mundo globalizado na economia de cada país individualmente, traçando um panorama geral para que o leitor compreenda como as crises ou a inflação que ocorrem em seu país podem gerar consequências em outros lugares. Também ganham destaque a crise financeira e a recessão sofridas pelos Estados Unidos (2007-2009) e as medidas importantes para controlá-las, além dos efeitos dessa crise na Europa, no Japão e em outros países. O leitor brasileiro tem muito a aproveitar sobre os ensinamentos de gestão de crises e as contribuições do autor.



UM PASSADO SOMBRIO
Peter Straub

Em 1966, um carismático e astuto guru, de passagem por um campus universitário do Meio-Oeste norte-americano, reúne um restrito grupo de discípulos, entre estudantes de colegial e universitário de fraternidade, num ritual secreto que resulta em um corpo horrivelmente dilacerado, um garoto desaparecido e as almas abaladas de todos os envolvidos. Quarenta anos depois, um escritor de relativo sucesso e amigo de infância da maioria dos garotos que participaram do ritual – além de marido de uma das garotas envolvidas –, sai em busca de informações sobre essa noite aterrorizante, com um projeto de livro em mente. Porém, para consegui-las, precisará não apenas reencontrar antigos colegas com quem perdeu o contato há décadas, mas também incitá-los a reexaminarem os eventos inomináveis que os têm assombrado desde então. Ao revelar as histórias individuais dos membros do grupo, Um Passado Sombrio eletrifica o leitor de maneira arrepiante e imprevisível – e prova que Peter Straub é, indiscutivelmente, um mestre do horror moderno.



TODA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS 
Augusto dos Anjos

A banalidade, o pessimismo, a morte, o escatológico, a ciência e o cotidiano são as principais matérias-primas para Augusto dos Anjos, autor paraibano que desafiou, de forma corajosa e independente da crítica, os formatos, as convenções e as temáticas tradicionalmente associadas à poesia de então. 

Contemporânea e ao mesmo tempo retrato de uma época, a obra de Augusto mantém-se questionadora e, portanto, necessária. A presente coletânea, cuja organização e prefácio são de Ferreira Gullar, é de enorme importância histórica e literária. Um verdadeiro presente.





62 MODELO PARA AMAR
Julio Cortázar

Em 62 Modelo para armar, os cronópios têm acesso ao livro imaginado pelo personagem Morelli no capítulo “62” de O jogo da amarelinha. Publicado em 1968, cinco anos depois do seu livro mais famoso, 62 traz experimentações radicais com a linguagem, que deixaram desconcertada a crítica da época. Seguindo a ideia de seu personagem, o autor se lança a um jogo de escrita em que tudo é “como uma inquietação, uma falta de sossego, um desarranjo contínuo”. 

O romance O jogo da amarelinha revolucionou a literatura mundial e se tornou referência para a narrativa contemporânea.

12 de mar de 2016

Perigoso Demais - S. C. Stephens


O fim dos compromissos acadêmicos de Kiera permitiram que ela fizesse algo que, até então, considerava loucura: largar tudo e acompanhar Kellan e rapazes dos D-Bags durante o primeiro passo da banda rumo à fama. Não importava o desconforto da longa viajem, nem as babaquices ocasionais de Griffin, ela estava junto com seu amor, e isso era o que importava.

Quando uma inacreditável proposta de uma gravação conjunta com uma estrela pop idolatrada no mundo inteiro surge, os meninos ficam eufóricos. Se o sucesso já estava batendo à porta antes, agora ela estava prestes a ser escancarada.

Só tinha um porém: a parceria musical foi convertida em um relacionamento apaixonado entre Kellan e Sienna, e quanto mais ele negasse ou desconversasse, mais o rumor ganhava força. E não havia nada que pudesse fazer a respeito, afinal, para os D-Bags, (e, principalmente para Kellan) era aguentar isso e trilhar o caminho da fama, ou recusar e arriscar todo o esforço de todos os rapazes da banda.

Era uma jogada de mídia, Kiera sabia, mas ainda assim, era difícil ver seu namorado sendo shippado com outra mulher e não poder fazer nada. E mais difícil ainda era saber que, quando a história fosse descoberta, ela sairia de vilã da história, aquela que havia separado o casal Kell-Sex. E um bando de fãs descontroladas e cheias de ódio não é um cenário agradável de se encarar.

Agora vai o que surpreende: não consegui deixar de acreditar na confiança de Keira para com Kellan, nem na fidelidade dele para com ela. Não apenas porquê, na história, os dois mal conseguiam ficar longe um do outro, mas também porquê eu estava convicta que os dois iriam ficar juntos. O pacto de sinceridade que os dois firmaram um com o outro cimentou, e muito a relação dos dois. 

Terminei este livro sem saber se ria ou se chorava ao mesmo tempo. A conclusão da história foi linda (na verdade, foi perfeita), e todas as expectativas que eu tinha com este livro foram correspondidas. Alias, menos uma: considerando o título, achei que a autora iria pegar um pouco mais pesado, mas a história foi maravilhosa e fofa e não me arrependo de ter adquirido esta maravilha.

8 de mar de 2016

Tempo dos Anjos - Anne Rice


É sempre um prazer imenso ler um livro de Anne Rice. Gosto da escrita dela porquê ela tem um jeito incrível de misturar a nossa realidade com o místico sem cair na fantasia descabida. Os personagens de Rice são reais (bem, talvez não tão reais assim) e estão totalmente integrados com o séculos em que vivem, ainda assim eles se rendem ao sobrenatural e ao místico de corpo, alma e coração e isso é incrível. 

O protagonista desde livro é um assassino de aluguel conhecido como Lucky. A personalidade de Lucky é um pouco complicada de ser descrita: ele ama mosteiros, mas é descrente em relação a Deus. Ele ama a beleza contida nas artes sacras mas escarna daquela entidade que deixa tantas tragédias acontecer com aqueles que O devotam.

A receber a missão de cometer um assassinato em seu quarto preferido de seu hotel favorito, ele reza pedindo por intervenção de divina (e se detesta por fazer isso). A missão é concluída, seu refugio é conspurcado, e o inacreditável acontece: um anjo do Senhor aparece a ele, e o chama para uma missão em um tempo distante.

O tempo é o século XIII e o lugar é uma vila do Reino Unido. e Toby O'Dare é incumbido de, sob o disfarce de um frade franciscano, proteger um casal de judeus de cristãos ensandecidos que os acusaram de matar uma de suas filhas.

Achei curioso que, no final das contas, mais um personagem de Anne transformou sua aventura em livro. 

Tempo dos Anjos, é uma história de redenção, ou da busca por ela. E Toby O'Dare, o anteriormente conhecido como Lucky, começou a trilhar seu caminho em busca do perdão divino.

4 de mar de 2016

Novidades de Fevereiro do Catálogo Literário Grupo Editorial Record

O Grupo Editorial Record fechou Fevereiro cheio de novidades, vamos conhecer algumas delas?


OS SEGREDOS MATEMÁTICOS DOS SIMPSONS
Simon Singh

Você pode ter assistido a centenas de episódios de Os Simpsons (e de seu primo, Futurama) sem nunca ter se dado conta das referências sutis à matemática brilhantemente incorporadas em muitas tramas – de equações famosas aos teoremas e conjecturas mais modernos. Ao relembrar episódios memoráveis da série, Simon Singh revela que por trás dessas referências estão a genialidade e o senso de humor sem igual dos roteiristas, muitos deles com formação acadêmica avançada em matemática.

Os segredos matemáticos dos Simpsons mergulha em histórias que exploram diversos conceitos matemáticos, apresentando imagens dos episódios, diagramas e testes.




CAÇANDO CHE
Mitch Weiss e Kevin Maurer 

Ícone da Revolução Cubana, Ernesto “Che” Guevara entrou para a história como um dos maiores símbolos comunistas da segunda metade do século XX, mas detalhes de sua prisão e execução ainda são desconhecidos. Ao esmiuçar relatórios do governo, documentos oficiais e relatos de testemunhas, os jornalistas Mitch Weiss e Kevin Maurer revelam os bastidores de uma das primeiras missões verdadeiramente bem-sucedidas das Forças Especiais norte-americanas, os Boinas-Verdes: aquela que, em 1967, capturou Guevara, então escondido nas selvas montanhosas da Bolívia.

Caçando Che narra as façanhas do major Ralph “Pappy” Shelton, que, com uma equipe de especialistas norte-americanos escolhidos minuciosamente, transformou um grupo maltrapilho de camponeses bolivianos nos Rangers, uma força de combate montada para encontrar o guerrilheiro. Além dele, são personagens essenciais da história o general René Barrientos, o agente da CIA Félix Rodriguez e Gary Prado Salmón, comandante boliviano dos Rangers que terminou por prender Guevara.


O FIM DE TUDO
Luiz Vilela

Nos 25 contos que compõem O fim de tudo, Luiz Vilela aborda, com seu estilo enxuto, a melancolia dos momentos fugazes, a dramaticidade extrema das despedidas – de vida e de morte –, situações que acentuam a ideia de que vivemos em um mundo cada vez mais reflexivo e golpeiam nossas emoções. Vilela traz o conflito e o equilíbrio entre metrópole e interior com personagens que não são propriamente felizes, sofrem promessas de felicidade frustradas.

O fim de tudo foi vencedor do Prêmio Jabuti de 1974, na categoria contos. Publicado originalmente pela editora Liberdade, fundada por Vilela e um amigo, em Belo Horizonte, é agora relançado pela Editora Record com atualizações e acréscimos.



AMANTES: UMA HISTÓRIA DA OUTRA
Elizabeth Abbott

Em uma picante mistura de história, biografia e panorama cultural, Amantes destrincha as motivações e virtudes das mulheres – fictícias ou reais – que foram dispostas à margem da sociedade ao se verem na posição de amantes. Com estilo vívido, a pesquisadora Elizabeth Abott retrata a intimidade dessas mulheres através dos séculos: das concubinas chinesas às amantes reais europeias e consortes clandestinas de padres (nada) celibatários. Também desconstrói a figura de garotas de mafiosos, a ideia da amante como troféu e o poder das amantes modernas.






SOLUÇÃO GRADUAL
Carl Honoré

A busca por soluções rápidas tornou-se o padrão da nossa cultura apressada de hoje. Quando o assunto é resolver problemas, em qualquer esfera de nossas vidas, todos queremos obter vitórias épicas de uma tacada só, e cada resultado instantâneo nos sussurra sempre a mesma promessa sedutora: retorno máximo, esforço mínimo. Mas será que as soluções rápidas estão nos fazendo mais felizes, saudáveis e produtivos? Estão ajudando a resolver os desafios enfrentados pela humanidade atualmente?

Em Solução gradual, o autor best-seller Carl Honoré oferece um modelo eficaz para lidar com todos os tipos de problema – de negócio e política a saúde e relacionamentos – e fornece ideias brilhantes sobre como podemos resolvê-los, trabalhar melhor e viver bem. O autor decodifica, camada por camada, a forma como abordamos situações cotidianas, e abre um novo caminho para que seja possível tomar melhores decisões e buscar soluções de longo prazo para os desafios inevitáveis da vida.



A JOGADA DO SÉCULO
Michael Lewis


Em A jogada do século, Michael Lewis, considerado um dos principais escritores de economia da atualidade, constrói uma crônica muito bem articulada sobre como o colapso financeiro de 2008 se desenrolou, passo a passo, além de revelar os principais personagens de Wall Street envolvidos na crise, tudo permeado de um humor ácido e uma narrativa instigante.

A Grande Aposta, adaptação do livro para o cinema, foi indicado para 3 categorias do Globo de Ouro de 2016: Melhor Filme, Melhor Roteiro e tanto Christian Bale quanto Steve Carell foram indicados para a categoria de Melhor Ator.




ESCASSEZ
Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir

Quando as privações são prolongadas, a escassez toma conta da mente. Diversos estudos apontam que ter dívidas deixa as pessoas menos concentradas e dificulta a tomada de decisões importantes para a carreira. As capacidades cognitivas se abalam e com isso oportunidades podem passar despercebidas. Sendhil e Eldar apontam semelhanças entre os diversos tipos de escassez. Acreditam, por exemplo, que um orçamento apertado é comparável a outros fenômenos de escassez, como a falta de tempo provocada por uma agenda repleta de reuniões ou situações de fome. Quando pensamos sobre este tema, os problemas da vida moderna vêm à tona, e este livro nos mostra como as pessoas e as organizações ao redor do mundo podem lidar com a falta de recursos. Sendhil Mullainathan é professor de Economia na Universidade Harvard e realiza pesquisas sobre economia comportamental e economia do desenvolvimento. É considerado um dos 100 maiores pensadores da atualidade. Eldar Shafir é professor de Psicologia na Universidade de Princeton e sua área de pesquisa inclui ciência cognitiva, tomadas de decisões e avaliações da economia comportamental.


13 HORAS: OS SOLDADOS SECRETOS DE BENGHAZI
Mitchell Zuckoff

13 Horas apresenta, pela primeira vez, a história real dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Uma equipe de seis soldados lutou bravamente para repelir os agressores e proteger os americanos que lá trabalhavam, indo além de suas obrigações e realizando atos extraordinários de coragem e heroísmo para impedir uma tragédia ainda maior. Este é seu relato pessoal do que aconteceu durante as treze horas do infame atentado. Pondo em pratos limpos o ocorrido em uma noite encoberta por mistério e controvérsia, este livro instigante leva os leitores para dentro da história desses heróis que arriscaram sua vida uns pelos outros, por seus compatriotas e por seu país. Escrito por Mitchell Zuckoff, autor best-seller do New York Times, 13 Horas é uma obra atordoante que fará o leitor arregalar os olhos – e, o mais importante, é a verdade. A história sobre o que enfrentaram aqueles homens – e a grandeza do que realizaram – é inesquecível.



A REVOLTA DA CACHAÇA
Antonio Callado

Vito e Dadinha, um dramaturgo e sua esposa, ambos brancos, recebem a visita inesperada de Ambrósio, ator negro e antigo amigo do casal. O visitante leva um presente pouco comum, um tonel de cachaça para regar uma conversa cada vez mais confusa entre os três. Ambrósio tem um objetivo: convencer Vito a terminar a peça que o amigo dramaturgo lhe prometera e na qual seria protagonista. Incômoda, irônica e necessária ainda hoje pela atualidade das questões que apresenta, A revolta da cachaça aborda a situação do ator negro no Brasil.





O PODER DA COMUNICAÇÃO
Manuel Castells

Neste novo livro, o aclamado autor da trilogia A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, Manuel Castells, oferece uma imagem bem fundamentada e imensamente desafiadora sobre comunicação e poder no século 21. A partir de pesquisas sobre processos políticos e movimentos sociais, o autor apresenta informações enganosas transmitidas ao público norte-americano sobre a Guerra do Iraque, o movimento ambientalista global para evitar a mudança climática, o controle da informação na China e na Rússia e as campanhas eleitorais apoiadas na internet, tal como a de Obama nos Estados Unidos. A partir de estudos de caso, Castells propõe uma nova teoria do poder na era da informação, fundamentada no gerenciamento das redes de comunicação. É o livro ideal para os interessados em como a comunicação e a tecnologia afetam nossas vidas.


IMPASSE DA DEMOCRACIA NO BRASIL
Leonardo Avritzer

Em linguagem fácil e acessível, mostra por que o modelo de democracia construída em nosso país, baseado no presidencialismo de coalizão, chegou ao seu limite e como a sociedade civil tem voltado às ruas para protestar. Este é um livro de oposição a um modo de fazer política, e está além das polêmicas entre esquerda ou direita. Leonardo Avritzer mostra como o país chegou a este momento de crise de crescimento e de evolução da cultura democrática. O autor percorre toda a história da democracia brasileira, desde a abertura em 1986, até os últimos lances– o pedido de impeachment da presidenta Dilma e as denúncias de corrupção envolvendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha –, passando por junho de 2013.




MANUAL DO AUTISMO
Dr. Gustavo Teixeira

O primeiro obstáculo enfrentado pelo portador do transtorno do espectro autista se dá na própria fase de diagnóstico: os indícios são sutis e variáveis entre indivíduos, o que dificulta a identificação do transtorno. Com o intuito de auxiliar os pais a reconhecer esses sinais e a iniciar o tratamento apropriado para seus filhos o quanto antes, o Dr. Gustavo Teixeira escreveu este livro esclarecedor. Referência internacional no assunto, o Dr. Gustavo aborda todas as questões relativas ao autismo, respondendo às principais dúvidas e oferecendo as ferramentas necessárias para o estabelecimento de um ambiente estimulante e acolhedor para os pacientes. Quem seguir as orientações de Manual do autismo será capaz não apenas de reagir adequadamente ao comportamento autista, como também saberá oferecer o apoio necessário a esses pacientes, amenizando as eventuais dificuldades. Esta é, portanto, uma leitura obrigatória para todos que se relacionam com algum portador desse transtorno que já afeta mais de 600.000 jovens brasileiros, sejam pais, médicos ou mediadores educacionais.

1 de mar de 2016

Sorteio #15 - Sorteio de Aniversário do Blog Escritos e Estórias


Dois anos de blog e nós só queremos agradecer ao apoio de todos que nos leem e nos acompanham! E, claro, teremos sorteio! Serão 3 Kits e 3 vencedores, onde cada um receberá um livro internacional AUTOGRAFADO pelo respectivo autor + A garota da casa grande + 20 marcadores. 

Regras

- Seguir as entradas obrigatórias dos rafflecopter.
- Deixar um e-mail para contato nos comentários.
- Os vencedores terão 72h para responder ao e-mail de contato.
- O blog Escritos e Estórias tem 20 dias para mandar os livros.