21 de jul de 2016

O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase


Depois de trocentos e tantos livros lidos, percebi que alguns autores são muito bons seguindo a "receita do bolo" para fazer livros cativantes. Outros são bons em pegar a "fórmula mágica" e segui-la mudando tudo. Esse foi o caso de O Príncipe dos Canalhas.

Eu sei que, considerando que este é o meu segundo romance de época, não sou exatamente a melhor pessoa para falar desse tipo de história. No entanto, considerando a rasgação de seda que as meninas do livro fizeram (e fazem) sobre o assunto, talvez eu não esteja tão errada assim.

Ao invés de um prólogo que apresenta uma moça de classe, frágil e a mercê de alguma desgraça iminente, o que recebemos é um pequeno histórico da infância de Sebastian Ballister, um endiabrado que não demora nem quinze páginas para fazer por merecer sua alcunha de monstro.

Odiado pelo pai desde o nascimento por sua mãe italiana, suas constituição desproporcional e seu rosto desfigurado, Ballister (também intitulado marquês de Dain) aprendeu a sobreviver (da maneira mais endiabrada possível) no reformatório em que fora encerrado dos sete anos até o fim de sua adolescência. O resultado de tantos anos submetidos a tratamentos de choque, foi um homenzarrão com grande tino para negócios, furioso como um trem desgovernado e conhecido pelas alcunhas de lorde Beuzebu e Príncipe dos Canalhas.

Na outra ponta do romance temos Jéssica Trend, 27 anos. Ela seria uma mulher de posses até consideráveis se seus pais não tivessem tido tantos filhos homens (e se esses filhos não tivessem tantos outros filhos homens). Agora, já sendo considerada solteirona, seus planos envolvem, basicamente, abrir uma loja de artigos de luxo para damas da sociedade londrinas.

Ela vai para Paris com a missão de livrar seu irmão mais velho Bertie da péssima influência financeira e moral de Lorde Beuzebu.. 

Sabe aquele momento em que duas feras de uma mesma espécie se encontram e o excesso de hormônios domina? Então, assim é a relação entre Sebastian e Jessica. E fica ainda pior quando Jéssica compra um artigo barato na loja de Dain e descobre que o objeto é uma relíquia russa de valor inestimável. Ele fica possesso e o pior, Jessica coloca ainda mais lenha na fogueira... E os dois acabam como o maior assunto de fofocas nos salões mais respeitados de Paris. Nos menos então, melhor nem comentar.

Para completar a minha queda pela história, Loretta adicionou algumas pitadas do meu conto favorito do mundo todo (A Bela e a Fera) e, juro, em alguns momentos cheguei a ouvia a madame Samovar ralhando com Dain sobre ele precisar aprender a controlar seus nervos.

Um comentário:

  1. Como não amar esse Lorde Belzebu, gente? haha
    Estou em ressaca desse livro até hoje, e às vezes me pego rindo pelos cantos lembrando de passagens do livro. Com certeza, um dos melhores livros que já li e vai ficar pra sempre na memória. Não tinha percebido conscientemente o paralelo com A Bela e a Fera, ótima sacada haha

    Seu blog está muito bonito, viu! :)
    Beijos!

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