11 de ago de 2016

As Mil e Uma Noites #Livro01


É um pouco difícil de lembrar há quanto tempo tenho a coleção de As Mil e Uma Noites. Imagino que tenha sido na primeira metade da minha faculdade que encontrei o box da Biblioteca Azul no Submarino a inacreditáveis oitenta reais (o preço normal era cento e sessenta ou coisa parecida). Não o tinha colocado na lista ainda pois, na época, eu definitivamente não tinha como ler. 

O primeiro registro que se tem desse compêndio de histórias, quero dizer, o primeiro registro do que se imagina ser a primeira versão escrita das mil e uma noites é comporto por duas páginas mal conservadas datadas do 879 d.C. Acho que posso dizer com algum segurança que esta é história mais antiga que já habitou minha estante. Sem dúvida alguma, ela é a mais curiosa e a mais vasta.

Lançada em 2012 pela Biblioteca Azul (um dos selos editoriais da GloboLivros) esta é a primeira edição que traduz do português para o árabe. E o curioso é que o tradutor incluiu na nota editorial descrições que tentam (e o fazem arduamente) ajudar a nós, meros mortais usuários o português brasileiro a falar melhor os nomes que, por questões variadas, foram mantidas na sua forma original,

(Por motivos de 'não sei como fazer aquelas letras neste teclado', usarei os nomes da forma mais parecida possível às que estão nos livros).

Após ser traído pela esposa e perder a confiança nas mulheres, o rei Sahiyad decide tomar, todas as noites, uma esposa diferente e, pela manhã, matá-las. Quando o número de jovens escasseia, a jovem Sahrazad filha mais velha do vizir de confiança do soberano pediu ao pai que a entregasse como esposa ao rei.

Em combinação com a irmã, Sahrazad a leva para o leito que dividirá com o marido e a orienta para que, ao final, Dinarzad peça a irmã para lhe contar uma ultima história antes do sol raiar e o imperador mandar matá-la.

No entanto, a narrativa de Sahrazad envolve o rei de tal forma que este decide adiar sua execução por mais uma noite. E mais outra, e mais outra...

Me surpreendi com o livro porque imaginei que as histórias fossem complicadas ou então longas, mas não são. Apesar de ter algumas que são mais longas que outras, as histórias divididas em várias partes curtas (algumas histórias ocupam, facilmente dez ou doze noites, ou mesmo mais que isso).

Neste livro, além da note introdutória, temos o prólogo-moldura da história e as 170 primeiras noites.

Ps. Como os quatro livros possuem basicamente o mesmo esquema, vou adicionar outras informações  (e curiosidades, quem sabe) sobre a história das Mil e Uma Noites a medida em que for lendo os outros livros).

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