5 de ago de 2016

Drácula - Bram Stoker


Desde muito cedo comecei a gostar de histórias sobre vampiros, mas, até então, nunca havia tido a oportunidade de ler Drácula. O que é curiosos né, considerando que esta foi uma das obras mais importantes (se não a mais importantes) já publicadas sobre o tema.

Cheguei a comprar uma edição da L&PM Pockets para ver se a leitura desencalhava, e uma edição de capa dura da Nova Fronteira para ver se animava... Mas não teve jeito, a edição Zahar me arrebatou totalmente. <3

Publicada originalmente em 1897 pelo romancista, poeta e contista irlandês Abraham "Bram" Stocker, e desde então republicada e adaptada continuamente ao longo dos anos, Drácula é, sem dúvida, a obra que tornou famosa a lenda do vampiro como a conhecemos.

Toda a história do livro é contada por meio de diários e cartas escritas pelas diferentes pessoas envolvidas no enredo. Jonathan Harker, dono do diário que abre a obra, é um advogado de Exeter, uma cidade do interior da Inglaterra, e está em uma viagem à Transilvânia, para acertar com seu cliente, o Conde Drácula, sobre os tramites finais da compra de uma propriedade em Londres.

Conforme os dias foram se passando, Jonathan começa a perceber particularidades um tanto bizarras em seu anfitrião e, de excêntrica e curiosa, a temporada no castelo do conde passou a ser assustadora e, em centos sentidos, irremediável.

A história passa então para outros personagens, cujas características, ações e situações conhecemos somente por seus diários e cartas, e, quando pertinente, recortes de jornal e telegramas que completam o quadro que o enredo constrói.

Dois personagens são bem conhecidos quando o assunto é Drácula: Mina Murray (que se torna Mina Harker ao se casar com Jonathan) e Van Helsin (que eu imediatamente associo ao filme de 2004 estrelado pelo meu amorsinho Jugh Jackman).

Gostei bastante dessa forma de narrativa porquê dá para se sentir na pele dos personagens. Deu para sentir suas alegrias e também seus momentos de medo. A experiência da caçada foi muito mais intensa (e bastante incompleta) do que seria se a narração tomasse o ponto de vista de apenas um personagem.

Demorei um pouco mais de cinco dias para ler este livro (embora tenha tido a impressão de ter sido mais que isso) e precisei para algumas vezes durante o dia para, sei lá, fazer qualquer outra coisa que não prestar atenção à história. Não sei se o desenrolar dos eventos me deixaram mais impressionada do que eu achei que ficaria, ou se estou perdendo o costume de ler histórias mais densas.

De qualquer maneira, sei que foi uma leitura proveitosa. 

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