25 de nov de 2016

Dartana - André Vianco


Dartana, além do nome do primeiro livro de uma trilogia, é o nome de um planeta castigado por uma maldição que impede que seus habitantes guardem qualquer informação que leve a uma evolução. Arcaicos, eles se vestem de peles de animais e usam armas rudimentares, sobrevivendo com os pouquíssimos conhecimentos passados pelas por suas feiticeiras, as únicas que conseguem acumular algum tipo de conhecimento e se comunicar com o divino.

A única maneira existente de livrar-se dos devoradores de pensamento é vencendo no Cobatheon, um planeta cuja única função é ser um campo de batalha para os deuses de guerra para os diferentes mundos que existem no universo. Mais que a glória, os homens escolhidos para seguir o deus lutam para libertar seus planetas da maldição do não pensar.

Inicialmente, a coisa da maldição ficou confusa. O termo que consta no livro é "maldição do pensamento", o que ficou bastante estranho já que pensar é justamente o que eles não fazem. Um termo mais lógico seria, acredito eu, "maldição do não-pensar", ou alguma coisa parecia com isso. "Maldição do pensamento" ficou estranho.

Como se não bastasse, em alguns trechos, a revisão do texto ficou um tanto deficiente, e isso dificultou o ritmo de leitura. Foram poucas as ocorrências, umas quatro ou cinco acho, mas como estamos falando de um livro de 784 páginas, e que impõem um ritmo mais lento, achei que esses deslises foram bem mais sentidos.

Apesar de Dartana ter uma boa história e uma narrativa bastante condizente com o que se espera de um autor como André Vianco, não me surpreendi tanto quanto gostaria. na verdade, muitas cenas que, provavelmente foram feitas para serem o ápice de adrenalina dentro na narrativa, acabaram ficando na categoria do "mais do mesmo". O caminho de evolução foi repetitivo até mesmo dentro da própria história.

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