31 de dez de 2016

O Morcego - Jo Nesbo


Inger Holter é uma jovem norueguesa que vive na Austrália já a alguns anos. Ela foi encontrada morta no fundo de um penhasco e seu corpo apresentava sinais de estrangulamento e estupro. O crime brutal intrigou a policia local e também chamou a atenção da Noruega. Para ajudar nas investigações, a Divisão de Homicídios de Oslo envia o inspetor Harry Hole como representante e consultor.

As instruções não poderia ser mais claras: Harry deveria se manter somente como observador, mas, a medida que a investigação avança, o que inicialmente era um crime isolado era, na verdade, um elo em uma longa corrente de estupros e assassinatos cometidos contra jovens mulheres.

O morcego, enviado da morte na cultura aborígine, está a solta na cidade, e ele vai garantir que Harry reviva seus piores pesadelos durante a caçada.

Não sei dizer exatamente se eu subestimo minha coragem, ou se, quando se trata dos livros, não sou exatamente covarde. Confesso que, pela sinopse, estava esperando algo com crimes horríveis, salas de torturas e etc, mas não isso que eu encontrei. Ao menos, não foi isso que a narrativa me deu a entender.

Narrado a partir da mente analítica e auto-controlada de Harry, a investigação, a estada dele na Austrália e seus desdobramentos são contados de uma maneira muito fácil de se acompanhar, Não há mistérios mirabolantes nem pistas invisíveis, somente duvidas que são progressivamente sanadas e teorias que são feitas e refeitas de acordo com os acontecimentos. 

Gostei disso na verdade. Gostei de acompanhar um detetive que segue pistas concretas ao invés de uma investigação praticamente toda dedutiva (nunca me dei bem com Sherlock Holmes e seus afins),

Um ponto negativo é que a quebra das palavras de uma linha para outra não é indicada pelo traço, isso me confundiu em algumas partes. A maioria das vezes tive que ler três ou quatro vezes para entender que se tratava de uma única palavra. 

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