5 de jun de 2017

Belas Maldições - Terry Pratchett e Neil Gaiman


Céus e Infernos decidiram, e o mundo está com seus dias contados. Anos, para ser mais exato. Dali a exatos onze anos, O Grande Plano Divino será concretizado. Não há como escapar do Grande Final. A não ser que uma freira satanista entregar o bebê Anticristo para o casal errado.

Junte a isso um anjo e um demônio que veem nessa guerra a perda iminente de suas tão confortáveis (embora não exatamente pacatas) vidas terrenas. Ao perceberem o rumo inesperado do plano que fora planejado séculos e séculos atrás, os dois não sabem direito como agir: seguir o plano original e lutar na Guerra Celestial mais uma vez ou tentar um plano B, mesmo sabendo que eles podem (quase com certeza) enfrentar o resto da Eternidade sofrendo as consequências de sua provável falha.

Querendo evitar o Armagedon e encontrar o Anticristo perdido (que agora é um garotinho de onze anos que vive numa cidadezinha tranquila do interior) eles também encontram uma jovem ocultista dona do único livro da humanidade que prevê, com uma assombrosa exatidão, os acontecimentos do fim do mundo, a existência de caçadores de bruxas e, (por que não?) os cavaleiros do Apocalipse (em suas versões século XX).

Aziraphale (o anjo) e Crowley (o demônio) precisam ser rápidos, o tempo não é a única coisa que está acabando.

De modo geral, a história possui três momentos: o início, com Aziraphale e Crowley conversando nos primórdios da criação, o "onze anos antes", e o Armagedon e consequências. Para ser bem sincera, a parte que mais gostei, e a que fez a leitura ser a mais divertida de todo o livro, foi o final da terceira parte (as consequências). 

No mais, a coisa toda é tão absurda e aleatória quanto a mente fértil de uma criança de onze anos de idade cuja ideia de passatempo é "aprontar" na vizinhança de uma cidade pequena e "enfrentar" o "valentão" da escola.

Achei interessante a maneira como os quatro cavaleiros do Apocalipse foram trabalhados, a adaptação deles ao século XXI foi bem feita (especialmente o Morte, sei lá, achei digno *risos*).

Pessoalmente, este livro não faz jus à toda fama de bom escritor que Neil Gaiman tem (tudo bem que não posso falar muita coisa sobre ele, mas sempre se espera mais de alguém que é tão elogiado pela sua boa escrita).

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