16 de jan de 2018

A Queda - Albert Camus


Inicialmente escrito como um conto para a coletânea O Exílio e o Reino, A Queda tomou tal proporção que foi lançado, separadamente, como romance, em 1956.

Em um bar de Amsterdã, em um bar chamado Mexico-City, um estranho se aproxima de outro e lhe oferece ajuda para chamar o dono do bar para que lhes servissem uma bebida.

É assim que começa o londo monólogo (literalmente longo, pois perdurá por todo o livro) de nosso narrador. Auto-intitulado "juiz-penitente", Jean-Baptiste Clarence desfia ao seu interlocutor anonimo (e a nós) que aceita e assume suas responsabilidades pelos erros da humanidade, ao mesmo tempo em que se recusa a fazê-lo sozinho e deseja que cada um de nós faça o mesmo.

Nós, é claro, já que, além de falar com seu interlocutor, cuja voz jamais ouvimos, ele fala a seus leitores.

Mais uma vez, estamos falando de um narrador que fala ininterruptamente, mas, diferente do que acontece nos Trópicos de Hery Miller, me senti impelida a continuar a leitura mesmo sem entender muito bem para onde a história me levaria.

Todo esse diálogo, feito mais para converter mais um ao seu modo de viver do que para provar alguma teoria, não conseguiu superar (ou mesmo igualar) a impressão deixada por A Peste, talvez por este apresentar uma história menos subjetiva.

A verdade é que não sou muito fã de narradores que falam, falam, falam e parecem não falar muita coisa (embora admita que há pontos interessantes em A Queda).

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