A Bela, O Blog e A Blogueira

A Bela e a Fera é um conto de fadas francês escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740. Tornada famosa por meio da história criada por Jeanne Marie Leprince de Beaumont, em 1756, a história já foi adaptada, filmada e encenada inúmeras vezes, apresentando versões moldadas para diferentes culturas e momentos sociais. Em 1991, ela foi reproduzida pelas Estúdios Walt Disney Pictures, se tornando o primeiro filme de animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme.

Nas duas versões, na de Beaumont e na da Disney, Bela é retratada como uma pessoa destoante das que a rodeiam, preferindo os livros aos bailes da corte em que vivia, a solidão ao convívio com pessoas que não são de seu agrado, e o trabalho ao invés do ócio.

Filme Bauty and the Beast (1991)
Ao se entregar como prisioneira no lugar de seu pai, Bela passa a conviver com uma criatura de aparência monstruosa, mas que revela possuir caráter e coração primorosos, características que acabam por despertar o amor de Bela pela Fera.

É incrível como um conto escrito em no século dezoito consiga dizer tanta coisa hoje em dia.

Vivemos em um mundo em que a beleza do corpo é mais valorizada que a beleza da mente. Beleza essa que abre portas, rende fortunas, faz da pessoa um ícone... Mas que pouco (ou nada) tem a dizer fora das academias, das clínicas de estética ou dos campos de futebol.

Não vou dizer que não valorizo a beleza, pois isso seria hipocrisia de minha parte. Como disse Vinicius de Moraes em 1959, “As muito feias que me perdoem/Mas beleza é fundamental”. Nós, e por favor, me corrijam se eu estiver errada, somos produtos do meio em que vivemos, valorizamos o que é belo, buscamos estar belos fisicamente, ou, ao menos, contentes e satisfeitos com nossos corpos (até por que nascemos e morreremos nele). Mas não acredito, e espero nunca acreditar, que somente beleza externa basta.

Espetáculo Gala Nocturna de 2014,
com o tema "La Belle et la Bête"
E acho que é por isso que a história de Bela consegue ser tão atual, mesmo tendo sido escrita há tanto tempo.

Ela nos faz atinar que um rosto maravilhoso pode abrigar um caráter vazio, falso, mesquinho, assim como um rosto considerado comum ou feio pode abrigar um amigo sincero, um amante amoroso ou um intelecto sem igual.

Ao ver o clássico da Disney de 1991, é difícil que nós, leitores, não nos identifiquemos um pouco com Bela. Sempre acompanhada por um livro, ela muitas vezes se pergunta se haveria algo de errado com ela, dizendo que não se encaixava no lugar em que vivia. É mais difícil ainda não sentir enorme inveja ao ver o tamanho da biblioteca dada pela Fera.

Assim como ela, dedicamos aos livros boa parte de nosso tempo livre. São neles que buscamos refúgio quando alguma situação nos aborrece, que escapamos de uma realidade muitas vezes frustrante e limitante, e que vivemos incríveis aventuras e irresistíveis histórias de amor.

Por meios dos livros adquirimos conhecimentos, compreendemos melhor o ambiente em que vivemos, melhoramos nossa capacidade de nos expressarmos e conhecemos histórias, opiniões e pontos de vista que dificilmente conseguiríamos conhecer no nosso cotidiano.

Filme La Belle et la Bête (2014)
E foi justamente por causa da minha relação com os livros, e do que eles fizeram por mim que comecei a “blogar” no início de 2013. A ideia de iniciar um espaço meu, onde eu pudesse expor minhas opiniões foi dada por um grande e valioso amigo, que percebeu, até melhor que muitos mais próximos de mim, que eu tinha muita coisa para falar, muitos livros sobre os quais comentar e pouquíssimas pessoas com as quais eu pudesse desabafar.

Inicialmente, o blogue falava também de séries, filmes, animes, mangás e de tudo o mais que fazia parte da minha vida, mas todas essas coisas acabaram perdendo espaço para os livros a tal ponto que, hoje, fico completamente perdida quando tento montar alguma postagem sobre outro assunto.

Rendendo-me ao fato de que gosto muito mais de falar sobre livros, reformulei meu espaço e trouxe minha princesa literária favorita para me ajudar nesse novo intento.

Por falar em mim, meu nome é Luíza, sou capixaba, capricorniana, escritora amadora, Bacharel em Administração e apaixonadíssima pela literatura.
Eu. rsrsrs

Não sei definir ao certo que tipo de livro é o meu preferido. Tenho amor absoluto pela prosa e um verdadeiro tombo pelas histórias que foram capazes de sobreviver ao tempo (só de pensar em estar lendo histórias que inspiraram Alexandre Dumas, George R. R. Martin e tantos outros autores maravilhosos eu chego a ficar com os olhos úmidos de emoção), mas leio desde best-sellers até livros mais desconhecidos, de autoajuda e desenvolvimento pessoal até a mais fantasiosa e bizarra das histórias.

Valorizo muito a língua escrita, talvez mais até que a língua falada, pois enquanto palavras ecoam no vento e se perdem, palavras escritas permanecem gravadas, solidificadas sejam lá onde tenham sido grafadas.

Confesso que não sei escrever perfeitamente e tenho a plena consciência de que possuo muito a aprender e a melhorar, mas farei sempre o possível para entregar uma resenha de qualidade e com o mínimo de erros.

Enfim, bem-vindos ao blog Os Livros de Bela. :)